A campanha Abril Azul Claro chama a atenção para o câncer de esôfago, considerado um dos tumores mais agressivos do sistema digestivo e que, na maior parte dos casos, ainda é diagnosticado tardiamente. A detecção precoce é um dos principais desafios — e também o fator que mais influencia nas chances de tratamento e sobrevida.

Médico examina a garganta de paciente durante consulta para investigar possível câncer de esôfago
Sintomas como dificuldade para engolir e dor na garganta podem indicar câncer de esôfago e devem ser investigados. Foto ilustrativa: Freepik.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que a doença está entre as mais frequentes no Brasil, principalmente entre homens, com milhares de novos casos registrados todos os anos.

O problema é que os sintomas iniciais costumam ser discretos e facilmente confundidos com situações comuns do dia a dia. Entre os sinais de alerta estão dificuldade para engolir, sensação de alimento parado na garganta, azia persistente, dor ao engolir e perda de peso sem causa aparente.

Com o avanço da doença, esses sintomas tendem a piorar, dificultando cada vez mais a alimentação.

Quando procurar ajuda

Especialistas orientam que sinais persistentes por mais de duas semanas não devem ser ignorados. Azia frequente que não melhora com medicação, dificuldade para engolir e emagrecimento sem explicação são indicativos de que é preciso buscar avaliação médica.

Nesses casos, exames como a endoscopia digestiva alta são fundamentais para investigar alterações no esôfago e, se necessário, realizar biópsias.

“O câncer de esôfago pode evoluir de forma silenciosa no início. Por isso, é essencial ficar atento a mudanças no padrão alimentar ou desconfortos ao engolir. Quanto antes investigarmos, maiores são as chances de um tratamento eficaz”

explica a oncologista clínica Larissa Maria Macedo Lopes.

Fatores de risco

O estilo de vida tem forte relação com o desenvolvimento da doença. Entre os principais fatores de risco estão consumo frequente de álcool, tabagismo, obesidade, refluxo gastroesofágico crônico e alimentação pobre em frutas e vegetais.

Ou seja, hábitos comuns no dia a dia podem, ao longo do tempo, aumentar o risco.

Prevenção e diagnóstico precoce

Além de campanhas de conscientização, atitudes simples fazem diferença na prevenção e no diagnóstico precoce:

  • Observar sinais persistentes no corpo
  • Evitar automedicação prolongada
  • Manter consultas médicas regulares
  • Adotar alimentação equilibrada
  • Reduzir consumo de álcool
  • Parar de fumar

Quando identificado no início, o câncer de esôfago pode ser tratado com cirurgia, quimioterapia e radioterapia, com melhores resultados e maior chance de controle da doença.

A campanha Abril Azul Claro reforça que informação pode salvar vidas — e que reconhecer os sinais precocemente é o primeiro passo para aumentar as chances de cura.

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