Você saberia dizer qual foi o seu maior sonho aos 16 anos de idade? Para alguns pode ser difícil responder a esta pergunta, mas o estudante de publicidade e propaganda Enrique Côrtes, ao ser questionado sobre, não hesita em responder: “Ter um Bel Air”. Em entrevista à Banda B Classic Cars, o jovem, hoje com 20 anos, explicou que economizou durante cerca de quatro anos para comprar o clássico da Chevrolet.
A paixão por carros antigos, diz ele, é nutrida desde os primeiros dias de vida, já que seu pai sempre foi ligado ao universo automobilístico. Os eventos do setor, por exemplo, foram – e são – os principais espaços de promoção da união entre os dois.

“Desde pequeno, quando eu tinha uns dois dias de vida, meu pai já me levava em eventos de carros porque ele sempre gostou. Quando criança, eu ia aos eventos com ele e a cada um em que eu ia era uma paixão diferente que surgia”, recorda o estudante.
Inicialmente, aos 13 anos de idade, Enrique almejava ter um clássico Fordinho 1931, de cinco janelas. Três anos mais tarde, aos 16, foi a vez de o Chevrolet Impala ocupar o primeiro lugar da lista de ambições do então adolescente.


Em julho de 2021, porém, ele se viu diante da realização de um sonho, após ter economizado tudo que podia para conseguir comprar um Chevrolet Bel Air 1951, de duas portas. Cerca de 70 anos antes, em 1950, surgia um estilo de carro revolucionário: o Bel Air Hardtop, um conversível com teto sólido não destacável, além de várias outras características que chamaram a atenção.
Em 1953, a Chevrolet renomeou seus carros e o nome Bel Air foi designado a um modelo de nível superior e, dois anos depois, os modelos da marca ganharam a opção de comportar um motor V8. O fato é que o Bel Air marcou gerações e continua o fazendo.



“Antes de eu comprar esse carro já conseguia administrar muito bem minhas economias. Dou valor ao dinheiro.”
De acordo com Côrtes, o clássico já conta com algumas modificações. O motor, por exemplo, é novo, mas a parte interna continua sendo original. A estética chama atenção, já que a lataria abriga a cor preta fosca e o teto é vermelho.
“Pintei as rodas, baixei a frente do carro, coloquei quatro pneus novos e refiz todo o sistema de freio”, acrescenta o estudante.




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O pai dele, Eidson Côrtes, de 53 anos, conversou com a Banda B Classic Cars em fevereiro deste ano sobre a restauração de um Coupé 1941, que levou dez anos. “Ele nunca vai ser vendido. Já conversei com meu filho e o carro vai ficar com ele, mas isso daqui uns bons anos, porque vou durar muito ainda”, disse Eidson, rindo, em fevereiro.

Enrique afirma que tem sido importante ter o pai ao seu lado compartilhando das mesmas paixões. “Qualquer pessoa que tem um objetivo ou gosta de alguma coisa e recebe um apoio das pessoas que estão próximas, é muito importante. É bom ter apoio do meu nisso. Meu pai está em todas comigo e sou o companheiro dele”, concluiu.
Agora, o sonho dele é ter uma casa com uma garagem que caibam muitos carros, brinca: “Se couberem 30 carros na garagem, vamos fazer isso.”