O Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) recomendou que funcionários com estabilidade dispensados pelo Hospital da XV, localizado no bairro Alto da XV, em Curitiba, retornem aos postos de trabalho. A orientação foi feita durante audiência realizada na última quarta-feira (25), após denúncias de demissões sem justa causa e sem pagamento de verbas rescisórias.

Leito hospitalar vazio em quarto com equipamentos médicos e monitor ligado, ilustrando a situação de retorno de funcionários em hospital de Curitiba após demissões sem pagamentos.
Representantes do hospital alegaram “dificuldades financeiras”. Foto Ilustrativa: Freepik

O caso veio à tona na semana passada, quando ex-funcionários relataram à Banda B que dezenas de profissionais foram desligados entre o fim de fevereiro e o início de março. Segundo os relatos, há casos de demissões durante o período de férias e até por mensagens enviadas via WhatsApp.

De acordo com os trabalhadores, cerca de 40 pessoas de setores como enfermagem, recepção, higienização, nutrição e área administrativa foram afetadas. Muitos afirmam que ainda não receberam salários atrasados, depósitos de FGTS nem valores rescisórios.

MPT-PR recomenda retorno de trabalhadores em hospital de Curitiba

Durante a audiência, representantes do hospital alegaram “dificuldades financeiras” para manter o pagamento dos salários. Segundo a empresa, a situação está relacionada ao processo de recuperação judicial que foi convertido em falência, o que teria motivado as demissões como forma de reduzir o déficit e garantir despesas básicas, como contratos de gás e coleta de lixo, até a venda da unidade.

Diante disso, a procuradora responsável pelo caso recomendou que os funcionários com estabilidade legal tenham as demissões anuladas e retornem às suas funções no prazo de até cinco dias. A medida prevê que os profissionais voltem à condição regular de trabalho, com garantia de ambiente adequado e manutenção do vínculo empregatício.

Também solicitou que a empresa efetue o devido pagamento das verbas rescisórias que totalizem até cinco salários mínimos assim que houver definição do percentual do fluxo de caixa da massa falida da empresa.

Banda B procurou o hospital para um posicionamento oficial e aguarda retorno.

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