A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a crise de confiabilidade dos brasileiros no Judiciário é grave e precisa ser reconhecida. A declaração foi dada durante palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (17).

Cármen Lúcia afirma que crise de confiança no Judiciário brasileiro é grave durante evento na FGV. A imagem mostra Carmén Lúcia no STF.
Ministra do STF diz que crise de confiabilidade no Judiciário precisa ser reconhecida. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

De acordo com a juíza, a crise de confiabilidade é “séria” e “grave” e que ela deve ser encarada não apenas por magistrados. “Queremos que os jovens queiram ser juízes. Não é porque é fácil, não é. É muito difícil. Tive mais momentos de alegria como advogada do que 20 anos como juíza“, disse ela.

Edson Fachin também falou sobre crise no Judiciário

Assim como Carmén Lúcia, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, também reconheceu que o Judiciário nacional passa por uma crise institucional.

Quando falamos em crises, é fundamental reconhecer que efetivamente estamos imersos, em relação à atuação do Judiciário, em uma crise que precisa ser enfrentada, com olhos de ver e ouvidos de ouvir, sob pena de repetirmos, para problemas novos, soluções velhas, que significam relegar os problemas sem resolvê-los.

comentou o magistrado

Fachin afirmou ainda que o juiz, quando parece estar atuando como “agente político disfarçado de intérprete jurídico” perde a confiança da população.

Polêmicas no Supremo Tribunal Federal

Há muito tempo o STF está imerso em polêmicas, quadro este que foi agravado após os escândalos envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), revelou um esquema de fraudes financeiras no Master que envolveu, inclusive, ministros do Supremo.

Dias Toffoli foi implicado por relações societárias com um resort no interior do Paraná e por um voo para a final da Copa Libertadores, no Peru, acompanhado de advogados que representavam pessoas ligadas ao Master.

Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, teriam viajado em jatinhos de uma das empresas de Vorcaro. O escritório de Viviane, inclusive, mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco. Do montante, mais de R$ 80 milhões foram pagos pelo Master.

As relações suspeitas dos juízes do STF levaram o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a pedir o impeachment de três deles: Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

📲 Não perca nenhuma notícia! Siga o Instagram da Banda B e receba as atualizações direto no seu feed. Clique aqui!

📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.