O destino do ex-juiz e atual senador Sérgio Moro começa a ser decidido no final de novembro, exatamente no dia 27, quando foi marcado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná o início do seu julgamento. Não deve ser nada fácil para quem foi juiz, agora estar sentado no banco dos réus, acusado de abuso de poder econômico e caixa dois eleitoral.

Mas por que marcaram o julgamento para o final de novembro? A explicação é simples mas ao mesmo tempo complexa. Alegaram que não havia data disponível antes, mas na verdade existe um enorme jogo de interesses por debaixo dos panos, e nenhum deles parece ser em relação a se fazer ou não Justiça. 

Destino político de Sérgio Moro será decidido no final de novembro
Jogos de interesses marcam julgamento de Moro. Foto: Agência Senado

O primeiro relator do processo contra Moro abriu mão da relatoria por se envolver em polêmicas com declarações preconceituosas contra o povo nordestino. O segundo relator é juiz substituto no Tribunal Eleitoral e dizem por aí que está pedindo para ser titular. Tem até deputado estadual metido no meio, fazendo o estilo “eu sou bonzinho”, para na verdade organizar a sua própria vida.

Aparentemente ninguém está preocupado com o processo, mas sim em defender os seus próprios interesses. Moro só está no banco dos réus porque o PT e o PL entraram na Justiça Eleitoral contra ele. O PT a gente sabe o porquê, querem a cabeça de Moro por tudo o que ele fez contra Lula. Já o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, quer a vaga para Paulo Martins, ex-deputado federal que fez milhares de votos na última eleição e ficou em segundo lugar na corrida para o Senado.

Paulo Martins é o algoz de Moro. Ele é o beneficiado direto pela cassação do ex-juiz. Ele é quem vai herdar a vaga daquele que foi o super-herói brasileiro por alguns anos.

Mas a vida de Paulo Martins como senador pode ser curta. Como Moro não cumpriu metade do mandato, a Justiça Eleitoral tem que chamar uma nova eleição. E tem muito candidato por aí com chances, outros nem tanto, mas a verdade é uma só: teremos eleição suplementar para o Senado assim que a Justiça Eleitoral der o seu veredito final.

Dizem que no TRE do Paraná o ex-juiz Sérgio Moro tem chances de ganhar, mas em Brasília, no TSE, o placar deve ser de goleada, tipo 12 a zero. Nas mensagens de aplicativo vazadas por um site mostram Moro, então juiz federal, combinando ações com o Ministério Público de Deltan Dalagnol. Deltan abandonou a carreira para ser deputado federal, mas já foi cassado pelo TSE.

As gravações inclusive mostram que Moro e Deltan investigaram ilicitamente todos os ministros dos Tribunais Superiores. Dá para imaginar o ódio que eles têm do atual senador? Alguém tem dúvida de que Moro será cassado? A única dúvida é: quando? Se nesse ano ou no ano que vem.

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