Fábio Carille comanda o Furacão nesta quinta-feira. Foto: José Tramontin/athletico.com.br
Fábio Carille comandou por 21 dias o Athletico nesta temporada. Foto: José Tramontin/athletico.com.br

O técnico Fábio Carille falou pela primeira vez sobre a sua demissão do Athletico. Depois de permanecer apenas 21 dias no cargo, ele acabou demitido minutos após a goleada humilhante para o The Strongest, por 5 a 0, em La Paz, em jogo da Copa Libertadores. Ele disse que a saída não lhe surpreendeu.

“Fiquei chateado, mas sabe quando você sente menos, já que sabe que não está legal, mesmo com poucos dias? A forma de falar com você, você vê o ambiente perto de você e já começa a desconfiar, e olha que não sou de ver fantasmas”, afirmou Carille em entrevista ao canal do jornalista André Hernan.

Um episódio mencionado pelo ex-treinador do Furacão que lhe chamou a atenção foi a “cobrança exagerada”, segundo ele, que o elenco recebeu do presidente Mário Celso Petraglia, dias antes do confronto na altitude contra o The Strongest. A equipe não vinha bem tanto na Libertadores como no Brasileirão.

“Vi uma cobrança exagerada dos jogadores, uns dias antes. Saí uns dias antes, com 16, 17 dias de trabalho no clube, com um grupo jovem. Tem que saber como colocar as coisas, mas são jogadores de nível, porém ainda falta muito para formar um time”, explicou Carille.

Relação com Petraglia

Questionando por Hernan, o treinador falou sobre sua relação com Petraglia. De acordo com Carille, eles só tiveram apenas três encontros presenciais, sem grandes conversas. Ele destacou ainda que se cercou de informações antes de fechar com o Athletico, mas evitou tecer críticas ao dirigente,

“Quando a gente vai para um clube, a gente se calca de informações. Me falaram como ele é, e não foi a primeira vez que ele agiu assim. O Dorival (Júnior) saiu com uma porcentagem alta de aproveitamento e até hoje não sabe porque deixou o clube. Com o Doriva foi a mesma coisa. O vi pela primeira vez na apresentação, no segundo dia vencemos o jogo (contra o The Strongest) e ele entrou alegre no vestiário. E depois estive na sala dele, pouco antes do jogo na Copa do Brasil. Foram conversas rápidas, depois não mais”, afirmou.

Carille também garantiu que voltaria a trabalhar no Furacão, caso fosse convidado no futuro. Ele elogiou tanto os jogadores quanto os funcionários do clube, os quais “pela cobrança que recebem” acabam não conseguindo desempenhar tudo o que poderiam.

“Não teve briga, não teve discussão, não teve treino. As vitórias que tivemos foram méritos do Bruno Lazaroni e do Maurício de Souza, que eram auxiliares e também saíram (…). Sem dar treinos, fui mais na intuição nos vídeos, mas não teve briga. Não deu para treinar: , concluiu.

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