Felipão durou mesmo tempo de Carille quando passou pelo Coritiba, há 32 anos
Felipão dirigiu o Coritiba por três jogos em 1990. Foto: Reprodução/Globo Play

O novo diretor técnico do Athletico, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, está de volta ao futebol paranaense depois de 32 anos. Anunciado pelo Furacão, ele tem algo em comum com aquele que vai substituir também à beira do gramado, Fábio Carille: ambos ocuparam o cargo por cerca de 20 dias. No caso do gaúcho, a experiência foi no arquirrival do Rubro-Negro.

Em 1990, um Coritiba em crise acertou a contratação de um treinador emergente no futebol gaúcho, que tinha sido jogador entre os anos 1970 e 1980, e que havia se sagrado campeão gaúcho com o Grêmio, três anos antes. Logo na sua chegada, destacou que o elenco do Coxa era “excelente” e que não pediria reforços.

Entretanto, depois de três jogos em um intervalo de três semanas, Felipão mudou de ideia. Na estreia, derrota para o Juventude por 2 a 0 em Caxias do Sul (RS), pela Série B do Brasileirão daquele ano. Em seguida, goleada sofrida para o Joinville-SC, em Santa Catarina, por 4 a 0. Por fim, agora no Estádio Couto Pereira, novo revés para o Juventude por 2 a 0.

‘Barca furada’

Em entrevista ao Globo Esporte em 2012, o então presidente coxa-branca João Jacob Mehl destacou que os jogadores não aceitaram bem o trabalho de Felipão, ainda um técnico pouco conhecido fora do Rio Grande do Sul, e que os atletas não estavam comprometidos para jogar a Segunda Divisão nacional. O cenário irreversível teria feito o treinador desistir.

O fato curioso e cercado de um certo folclore é o fato de Felipão ter pegado carona com a delegação do Juventude para retornar ao Rio Grande do Sul. De acordo com o cartola alviverde, o gaúcho já estava tão decidido para deixar o Alto da Glória que deixou as suas malas no ônibus o time de Caxias – algo que assessoria do treinador negou.

O que não se nega, de lado a lado, é que Felipão nunca solicitou o seu salário pelos 20 dias trabalhados no Coritiba. Em comparação com Fábio Carille em 2022, a situação deve ser bastante distinta. Demitido pelo presidente athleticano Mário Celso Petraglia, o técnico deve receber salário e multa rescisória pelos 21 dias de esteve à frente da equipe rubro-negra.

Depois de deixar o Coxa, Felipão assumiu o Criciúma-SC e, no comando do Tigre, venceu a Copa do Brasil de 1991, sendo assim reconhecido pelo futebol nacional e internacional pela primeira vez. O resto é história.

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