
O presidente do Athletico, Mário Celso Petraglia, se manifestou pela primeira vez, no início da noite desta quarta-feira (4), sobre a demissão do técnico Fábio Carille. O mandatário rubro-negro admitiu que a vinda do agora ex-treinador, que durou só 21 dias no posto, foi um erro.
“Errar é humano, corrigir o erro o mais rápido possível!”, escreveu ele em sua página no Facebook.
Algumas horas depois da demissão de Carille, o Furacão acertou a chegada de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, para assumir o cargo de diretor técnico do clube, vago desde a saída de Paulo Autuori, em fevereiro. A princípio, ele também dirigirá o time em campo.
“Esperamos que por tudo que já realizou e representa no futebol o Felipão venha com sua equipe nos ajudar neste momento difícil num ano estratégico para o nosso futuro!”, prosseguiu Petraglia.
Aos 73 anos, Felipão não terá tempo para treinamentos e terá de usar outros artifícios para acertar a equipe athleticana, que disputa três torneios – Brasileirão, Copa Libertadores e Copa do Brasil. Até por isso, Petraglia pediu apoio à torcida do Athletico neste momento.
“Que nossa torcida compreenda e nos ajude a retomar nosso caminho de vitórias e conquistas!”, concluiu o cartola do Furacão.
“Foi um erro nosso”
Esse foi a segunda vez em três semanas que Petraglia admitiu erros no planejamento e na condução do departamento de futebol do clube em 2022. No dia 11 de abril, em uma entrevista à rede CATVE, o presidente rubro-negro falou sobre os tropeços na temporada.
“Temos por cultura não participarmos com o nosso time principal do Paranaense, acho que foi um erro nosso, nós deveríamos ter participado com o principal, mas são águas passadas. Não tem como voltar no tempo é olhar para frente. Já estamos vendo, a torcida que fique tranquila que logo teremos o novo técnico”, comentou, um dia após a demissão de Alberto Valentim, antecessor de Carille.
Tal erro foi constatado internamente e gerou uma queda de braço interna entre Petraglia e e Autuori, que acabou entregando o cargo e foi seguido por Ricardo Gomes. As mudanças no departamento de futebol prosseguiram nas semanas seguintes e a área segue em reformulação – dos que iniciaram o ano, apenas o CEO Alexandre Mattos permance.
“Tem uma máxima muito válida: quando começa a pressão para trocar de técnico, quem você vai trazer? Daí começa uma lista de nomes, tem os empregados que não sairiam de onde estão, tem os que ganham absurdamente que o Athletico ainda não tem com edições, tem quem treinou aqui e não queremos, então é mais um trabalho por eliminação do que por escolha”, acrescentou Petraglia no mês passado.
Extraoficialmente, não está descartada a chegada de um técnico efetivo nas próximas semanas. A decisão vai depender da resposta do elenco do Athletico à beira do gramado nos próximos jogos, o primeiro deles neste sábado (7), às 20h30, diante do Ceará, na Arena da Baixada, pelo Brasileirão.
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