Você sabia que uma única muda de árvore abafa ruídos na cidade e é capaz de produzir a quantidade de oxigênio que dez pessoas respirariam por um ano inteiro? Pensando nisso, a Prefeitura de Curitiba lançou o “Projeto 100 mil Árvores”, no qual você pode adquirir de forma gratuita a sua muda de uma espécie paranaense e ainda plantar na cidade. Mas atenção! Antes de plantar é preciso consultar a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Foi um dos motivos de orgulho que encontramos no bairro Boa Vista. Aqui, o projeto de deixar a cidade ainda mais verde, já é realidade na principal via do bairro, a Avenida Paraná. É só caminhar por aqui pra ver pequenas árvores plantadas a cada quatro metros uma da outra, nos dois lados de quase toda a avenida. A dentista Ana Paula Lopes é moradora da região e contou que não se cansa de ver a natureza mudando todos os dias.

Boa Vista, Bacacheri e Tingui: onde a natureza deixa rastros para a Curitiba do futuro
Árvores foram plantadas na Avenida Paraná. Foto: Daniel Castellano / SMCS

“Recente que eles plantaram. Olha o tamanho que está e já está bem legal! A gente acompanha o crescimento das árvores”

Rosely Nascimento faz ginástica em uma academia na região do Boa Vista e acredita que a cidade está sempre ‘pronta para ir além’.

“Curitiba sempre foi além das outras né. É tudo lindo aqui!”, diz

E não é apenas o verde que se destaca quando estamos falando do Boa Vista. O bairro tem ótima infraestrutura, o que garante que seus moradores não precisem percorrer grandes distâncias para ter acesso a serviços considerados essenciais.

Boa Vista conta com Rua da Cidadania. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS


O Boa Vista também se destaca por ter a sede da Fundação Cultural de Curitiba e pela quantidade de pequenos estabelecimentos de gastronomia para a população aproveitar. Além disso, se você passar, por exemplo, pela Avenida Garibaldi vai perceber que há muitos comércios e serviços na região.

Nome de vaca

Parque Bacacheri é adorado por moradores. Foto: SMCS

Saindo do Boa Vista, chegamos rapidinho ao Bacacheri. De acordo com o historiador Felippy Strapasson, o bairro surge com a fundação de uma Colônia Argelina no final do Século XIX, algo que contribuiu para o desenvolvimento do comércio de Curitiba. Sobre o nome do bairro há quem diga que veio por causa de uma vaca que era criada na colônia. Mas essa é uma teoria da sabedoria
popular, como explica Strapasson.

“Nos primeiros anos do século XX a colônia vai crescer se sustentando do leite. Nome vem de uma história popular que se falava de uma vaca. O francês tinha uma vaca chamada ‘cherry’ e saía perguntando onde estava a vaca”

O Bacacheri tem ainda o Farol do Saber Antonio Callado, com internet de acesso público e gratuita, oferecida pela prefeitura. O bairro conta com diversos bares e restaurantes, comércios e é nele que fica o 20° Batalhão de Infantaria Blindado Sgt Max Wolf Filho, o 20 BIB. Outro destaque é o Parque Bacacheri: amado por toda a população. O parque foi inaugurado em 1988 e é um ponto de diversão frequentado por moradores de várias regiões. Ideal para práticas de esportes, atividades culturais e lazer, especialmente nos fins de semana.

Romildo Aparecido Teodoro é policial militar aposentado e mora há 43 anos no Bacacheri. É um dos apaixonados pelo parque e pelo bairro.

“Eu venho fazer uma atividade, dar uma caminhada, aproveitar um pouco! Aqui é muito bom. Pessoas diferentes dos sotaques, costumes”

Tingui, mas não é o parque

Rua Luiza Verone Piccoli, no Tingui, recebeu asfalto novo. Foto: SMCS

Se você está no Bacacheri, não custa nada visitar o Tingui. O nome do bairro tem origem na presença dos índios Tinguis, que povoaram grande parte da Região Metropolitana de Curitiba. Amantes da natureza que no princípio do século XX costumavam dizer em suas andanças: “cuidado que eu sou Tingui”.
A região de Tendiquera, palavra que quer dizer “buraco de tingui” é hoje chamada de Araucária. Essa denominação se deve ao hábito dos índios construírem suas habitações em covas abertas no chão, em pleno campo. Pra chegar ao bairro, o caminho mais usado é a Avenida Erasto Gaetner em
direção à Avenida Monteiro Tourinho. Local com uma vista linda porque muitos terrenos ficam no alto.

E uma curiosidade: ao contrário do que muitos pensam, o parque Tingui não fica no Tingui, mas sim no bairro São João, do outro lado da cidade. O Tingui é inclusive um dos bairros que têm sido procurados para a plantação de mudas de árvores na tentativa de deixar Curitiba cada vez mais verde. Sergio Lucas é comerciante do Tingui e gosta muito da iniciativa.

“Um ar mais puro, uma sombra boa. Vai deixando a cidade cada vez mais bonita”

Essa foi mais uma viagem da Banda B pelos nossos bairros. Na reportagem de
amanhã da série sobre os 330 anos de Curitiba, ‘Pronta pra ir Além’ vamos
visitar Cajuru, Capão da Imbuia e o Tarumã.

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