O estudante de biomedicina investigado pela morte da idosa Silvana de Bruno, de 66 anos, após procedimentos estéticos em Curitiba, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por homicídio doloso qualificado. O caso do “falso biomédico” está em investigação desde outubro do ano passado em Curitiba.

Segundo o MP, o jovem — que não tinha autorização para atuar — assumiu o risco de provocar a morte da vítima ao realizar intervenções invasivas em condições precárias e sem habilitação profissional. As informações são da Ric RECORD.
Denúncia inclui homicídio qualificado e falsidade ideológica
De acordo com a denúncia, o estudante, de 22 anos, atuava de forma clandestina em salas alugadas em um condomínio na capital. O local foi adaptado para funcionar como clínica estética, mas sem condições mínimas de higiene, equipamentos ou controle de infecção.
A idosa passou por procedimentos nos seios e, dias depois, começou a apresentar dores intensas. Mesmo diante do agravamento do quadro, o suspeito teria indicado apenas o uso de antibióticos, sem encaminhar a paciente para atendimento hospitalar imediato.
Silvana morreu no dia 2 de outubro de 2025, após desenvolver uma infecção generalizada (sepse).
O Ministério Público aponta que o acusado a ssumiu o risco de matar ao realizar procedimentos proibidos e agiu por ganância, caracterizando motivo torpe. Além disso, utilizou dissimulação, ao se apresentar como profissional qualificado e quebrou a confiança da vítima, o que configura traição.
Além disso, ele também foi denunciado por falsidade ideológica. Conforme a investigação, ao acompanhar a vítima no hospital, o estudante teria se passado por primo e se identificado como biomédico, inserindo informações falsas em documentos.
Condições precárias e risco a pacientes
As investigações apontam que os atendimentos eram realizados em ambientes insalubres, com relatos de falta de assepsia, presença de sujeira e reutilização de materiais, como seringas.
Para o MP, a ausência de estrutura adequada colocava todos os pacientes em risco, especialmente em procedimentos que exigem ambiente hospitalar e acompanhamento médico especializado.
Suspeito está preso
O estudante está preso preventivamente desde o dia 1º de abril, na Cadeia Pública de Curitiba. Inicialmente, ele chegou a responder em liberdade, mas voltou a ser detido após, segundo as autoridades, retomar os atendimentos mesmo após a morte da idosa.
Agora, a denúncia será analisada pelo Poder Judiciário, que vai decidir se o processo seguirá para julgamento.
Caso seja condenado, a pena pode ser agravada pelo fato de a vítima ser idosa.
Caso já vinha sendo investigado
O estudante já era investigado por exercício ilegal da medicina e havia sido denunciado meses antes da morte de Silvana.
Ele também se apresentava como dentista e biomédico, sem possuir registro profissional, e chegou a receber cerca de R$ 15 mil da vítima pelos procedimentos.
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