estudante de biomedicina investigado por envolvimento na morte da idosa Silvana de Bruno, de 66 anos, após ela passar por procedimentos estéticos feitos em Curitiba, foi indiciado por homicídio qualificado. A identidade do suspeito não foi divulgada. As informações são do portal RIC.com.br.

Segundo a Polícia Civil, a idosa apresentou complicações graves após passar por intervenções estéticas como plasma facial, lipo de papada e lipoenxertia nos seios. Ela morreu em outubro, em decorrência de choque séptico e infecção de pele e partes moles. A mulher era funcionária pública municipal.

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Imagem mostra itens apreendidos no local onde estudante atuava – Foto: Divulgação/Polícia Civil

Silvana de Bruno pagou R$ 15 mil ao estudante de biomedicina. A transação bancária foi feita em junho, meses antes do procedimento que resultou em necrose e sepse.

De acordo com a delegada Aline Manzatto, o estudante se apresentava como dentista e biomédico, mesmo sem ter registro profissional. As intervenções invasivos eram feitas por ele em clínicas localizadas nos bairros Centro, Campo Comprido e Cabral.

Após as complicações, Silvana teve de passar por uma mastectomia total, com remoção completa das mamas e parte do tecido do tórax. No mês passado, o estudante havia sido indiciado por exercício ilegal da medicina.

Em nota emitida em outubro, o Conselho Regional de Biomedicina do Paraná informou à Banda B que recebeu, em janeiro deste ano, uma denúncia anônima sobre as condutas do estudante. Devido à falta de um documento que comprovasse o título do jovem, ele foi denunciado pelo próprio órgão ao Ministério Público do Paraná.

“Nós verificamos que ele não tinha registro no Conselho e foi convocado a prestar esclarecimentos. Ele apresentou uma defesa por escrito e em nenhum momento ele apresentou qualquer comprovação de que realmente era biomédico. Nós encaminhamos um ofício para o Ministério Público por exercício ilegal da profissão”, disse Thiago Massuda, presidente do CRBM-6.

Se condenado, a pena do suspeito pode chegar a 30 anos de prisão. A polícia não divulgou os nomes das clínicas. Ele responde ao processo em liberdade. A Banda B tenta localizar a defesa do estudante.