A jovem Allana Brittes, de 23 anos, foi a penúltima acusada de participação no Caso Daniel a ser interrogada pelo Tribunal do Júri de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Por cerca de 45 minutos, ela respondeu a questionamentos dos jurados e dos advogados de defesa. Assim como os outros seis réus, ela não respondeu a perguntas do Ministério Público do Paraná (MPPR).

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Reprodução

Foi após a festa de aniversário de Allana, então completando 18 anos, que tudo aconteceu. Daniel Correa Freitas foi até a casa da Família Brittes, onde foi espancado e morto.

De acordo com o depoimento, Allana foi avisada por Evellyn Brisola Perusso de que o jogador de futebol estaria indo até a casa da família. Foi Edison Brittes quem teria decidido receber os amigos dela.

“Eu estava no quarto com a Evellyn e David [Willian Vollero Silva] e eles ouviram alguém dizendo que tinha um cara no quarto dela [Cristiana Brittes]. Eu encontrei minha mãe no pé da escada, pedindo ajuda e dizendo que o Daniel estava em cima dela. Quando olhei para o quarto, vi o Daniel de cueca e meu pai em cima dele. Perguntei e meu pai falou que ele estava na cama, em cima da minha mãe. Meu pai estava com o olho esbugalhado, nunca o vi daquele jeito, transtornado. Meu pai já estava batendo nele”, descreveu.

Segundo Allana, a limpeza da casa aconteceu para que a irmã mais nova dela não visse o que havia acontecido. A jovem ainda demonstrou arrependimento com a comemoração de 2018.

“Eu não teria feito a festa, não teria feito nada. Eu só fiz porque a gente gostava muito de celebrar a vida, eu sempre gostei de comemorar com as pessoas, então eu acho que se eu pudesse ter feito algo diferente, não teria feito a festa”, afirmou.

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Casamento com David

Durante o depoimento, a Allana ainda falou pela primeira vez sobre o casamento com outro acusado de envolvimento no caso: David. O casal pediu autorização à Justiça, em outubro do ano passado, para voltar a se ver.

“O David foi muito importante, porque a gente compartilha da mesma dor. Nossas famílias compartilham da mesma dor e ele também tem uma família que sofre. Acredito que foi Deus que fez a gente ficar junto, porque ele me deu muita força e eu para ele”, concluiu.

Evellyn Perusso

A última a falar no júri foi Evellyn Brisola Perusso, que é acusada de fraude processual. Ela confirmou ter ‘ficado’ com Daniel no aniversário de Allana, mas que estranhou as atitudes posteriores dele.

“Vi que ele era invasivo, meio soberbo, então eu por ser mais humilde, não levei adiante. Foi apenas um beijo e nada mais, nada, nada”, afirmou.

Sem citar todo o momento do crime, a jovem ainda demonstrou ter muito medo de Edison Brittes.

“Assim que ele chegou, deu um abraço na Allana, estava todo mundo nervoso. Ele falou ‘eu matei ele, matei aquele gambá’, foi assim que ele falou, e quando ele falou aquilo eu não acreditava que realmente tinha acontecido. Subi para o quarto, fiquei pensando como iria embora, como sairia dali. (…) Nesse momento, ele mandou a gente começar a limpar ali tudo, e eu falei ‘tá bom’, porque estava em estado de choque, não tinha como acreditar. Eu era nova, não pensei no que eu poderia fazer de diferente, só obedeci o que ele tinha mandado. Me senti com muito medo”, comentou.

Os debates foram reiniciados por volta das 13h30.

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