Acusado foi preso pela Polícia Civil nesta terça-feira (Foto: Divulgação Polícia Civil)

 

Após faltar audiência para participar de um campeonato de pôquer, o médico Raphael Suss Marques, que é acusado pela morte da fisiculturista Renata Muggiati, voltou a ser preso nesta terça-feira (26). O pedido havia sido feito pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) no último dia 6 de fevereiro e foi confirmado agora pela Justiça. A Polícia Civil cumpriu o mandado no escritório em que Suss atua.

De acordo com a juíza Taís de Paula Scheer a imposição de outras medidas cautelares não se mostra suficiente, pois o comportamento de Suss não é um fato isolado, especialmente no que tange a observação ao recolhimento noturno. “Além de que, o equipamento de monitoração eletrônica não foi apto a assegurar o regular cumprimento das medidas cautelares substitutivas a prisão”, disse.

Renata morreu em 2015

No pedido, o MP-PR justificou que o acusado teria descumprido algumas condições estabelecidas pela Justiça para responder pelo crime em liberdade. Entre eles, está a ida a bares e estabelecimentos similares, que está proibida independente do horário, e a ausência em uma audiência de custódia sob uma justificativa falsa. “Chegou ao nosso conhecimento que enquanto se realizava a audiência, o réu encontrava-se participando de um campeonato de Pôquer.(…) Nós verificamos que naquela data havia um torneio do qual o médico encontrava-se inscrito, conforme folder e fotografias do local, onde aparece o acusado e seu nome em painel eletrônico”, afirma o documento, que contém imagens de Suss no estabelecimento.

A defesa contesta a versão do MP. Para o advogado Edson Abdala, tudo é um grande equívoco. “Confundir um clube com um bar não é razoável e pôquer é um esporte de inteligencia, aquilo era um campeonato”, afirmou à Banda B.

Caso Renata Muggiati

Renata Muggiati morreu no dia 12 de setembro de 2015, após supostamente cair do 31° andar do prédio onde vivia. Inicialmente o caso foi tratado como suicídio, mas novos fatos apontaram para a possibilidade de um crime.

Poucos dias depois, a Justiça do Paraná decretou a prisão temporária de Suss pela morte da fisiculturista. O Instituto Médico Legal indicou que a morte de Renata aconteceu por asfixia e não pela queda.

Em agosto de 2017, o médico foi beneficiado por um habeas corpus e, desde então, respondia ao processo em liberdade.