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O Ministério Público do Paraná (MPPR) pediu, nesta quarta-feira (6), a prisão preventiva do médico Raphael Suss Marques, acusado de matar a ex-namorada, a fisiculturista Renata Muggiati, em setembro de 2015, em Curitiba. Segundo o MP-PR, ele teria descumprido algumas condições estabelecidas pela Justiça para responder pelo crime em liberdade.

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Entre eles, está a ida a bares e estabelecimentos similares, que está proibida independente do horário, e a ausência em uma audiência de custódia sob uma justificativa falsa. Na ocasião, no último dia 23 de janeiro, o médico afirmou que não poderia comparecer à sessão devido a um compromisso profissional. Na mesma data e horário, no entanto, ele foi visto em uma casa de jogos em Curitiba.

“Chegou ao nosso conhecimento que enquanto se realizava a audiência, o réu encontrava-se participando de um campeonato de Pôquer.(…) Nós verificamos que naquela data havia um torneio do qual o médico encontrava-se inscrito, conforme folder e fotografias do local, onde aparece o acusado e seu nome em painel eletrônico”, afirma o documento, que contém imagens de Suss no estabelecimento.

Para provar o descumprimento das decisões judiciais, o MPPR ainda anexou fotos de comandas do réu nos bares e prints do percurso percorrido por ele até o torneio de pôquer.

O pedido de revogação do habeas corpus e da prisão preventiva ainda deve ser analisado pela Justiça.

Caso Renata Muggiati

Renata Muggiati morreu no dia 12 de setembro de 2015, após supostamente cair do 31° andar do prédio onde vivia. Inicialmente o caso foi tratado como suicídio, mas novos fatos apontaram para a possibilidade de um crime.

Poucos dias depois, a Justiça do Paraná decretou a prisão temporária de Suss pela morte da fisiculturista. O Instituto Médico Legal indicou que a morte de Renata aconteceu por asfixia e não pela queda.

Em agosto de 2017, o médico foi beneficiado por um habeas corpus e, desde então, responde o processo em liberdade.