Na última etapa do júri popular, que chegou ao terceiro dia nesta quarta-feira (20), os advogados de defesa criticaram a estratégia adotada pela acusação no Caso Daniel. A defensora de Cristiana Brittes, Thaise Mattar Assad, falou em “desespero”. Já o advogado que representa David Willian Vollero da Silva e Ygor King, Rodrigo Faucz, questionou as provas apresentadas ao longo do julgamento.

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Foto: Lucas Sarzi – Banda B

O júri, que acontece em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi suspenso por volta das 12h40. Agora, resta apenas a deliberação dos jurados. A expectativa é de que cerca de 150 quesitos sejam respondidos por eles. Os jurados podem levar o tempo que entenderem necessário na decisão.

Durante a tréplica, o advogado de Edison Brittes, Elias Mattar Assad, foi o primeiro a falar. Segundo ele, o Ministério Público do Paraná (MPPR) e a assistência de acusação iniciaram o dia com uma “explosão” emocional, pedindo que os jurados não sejam afetados por isso.

“Se o Nilton agiu assim, se eu agi daquele jeito quando ouvi coisas que não devia, imagina aquele homem que flagrou outro em cima da esposa. A acusação foge do fato, como o diabo foge da cruz. Andou pra lá e pra cá, correu, quase levantou voo, mas não falou do abuso, que é o gatilho em toda essa história”, afirmou.

Demais defesas

Para Thaise Mattar Assad, a acusação está “desesperada”. Ela citou como exemplo o vídeo apresentado pelo MPPR que mostra suposta tentativa de Cristiana de dar um beijo em um outro homem.
Rodrigo Faucz afirmou que os jurados têm que julgar com base nas provas que foram apresentadas e questionou tudo o que foi apresentado até aqui.

“Quais foram as provas apresentadas? O que a acusação trouxe? A estratégia deles é interromper por desespero, por não conseguirem provar o que estão dizendo”, afirmou.

Durante a fala de Faucz, o juiz Thiago Flores Carvalho chegou a fazer uma interrupção, ameaçando a plateia de encerrar o júri de “portas fechadas”.

A última a falar, foi a advogada de Evellyn Brisola Perusso. Ela afirmou que “se houver dúvida”, os jurados devem absolver.

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