A chegada da Páscoa costuma vir acompanhada de ovos de chocolate e muitas tentações, o que levanta dúvidas entre pais de crianças com diabetes tipo 1. Afinal, dá para participar da celebração sem comprometer a saúde? A resposta, segundo especialistas, é sim — desde que haja planejamento e atenção.

Criança com diabetes tipo 1 pode comer chocolate na Páscoa?
De acordo com a endocrinologista Angela Nazário, presidente do Instituto da Pessoa com Diabetes, o chocolate não precisa ser totalmente cortado da rotina durante o período.
“A criança com diabetes tipo 1 pode, sim, comer chocolate na Páscoa. O mais importante é que esse consumo seja consciente, com monitoramento da glicemia e ajuste da insulina, sempre com orientação da equipe de saúde”
afirma a médica.
Equilíbrio é a chave
A médica destaca que o equilíbrio deve guiar as escolhas durante a data. Controlar a quantidade ingerida, optar por chocolates de melhor qualidade — especialmente os com maior teor de cacau — e evitar substituir refeições por doces são atitudes fundamentais.
“Também é essencial reforçar o monitoramento da glicemia antes e depois do consumo”
orienta a especialista.
Atenção à saúde bucal
Outro cuidado importante vai além da glicose: a saúde dos dentes. O odontopediatra Luiz Vicente Lopes, do Instituto IKo, em Curitiba, alerta que o aumento no consumo de açúcar pode favorecer o surgimento de cáries.
“O ideal é concentrar o consumo de chocolate em horários específicos, de preferência após as refeições, quando a produção de saliva é maior e ajuda a proteger os dentes. E, claro, manter uma rotina rigorosa de escovação e uso do fio dental é fundamental”
explica o dentista.
Frequência também preocupa
Segundo o especialista, o maior risco está no hábito de “beliscar” chocolate ao longo do dia.
“Não é só a quantidade que preocupa, mas a frequência. Consumir pequenas porções várias vezes ao dia aumenta significativamente o risco de cáries”, completa.
Páscoa é oportunidade de inclusão para crianças com diabetes tipo 1
Para os especialistas, a Páscoa deve ser um momento de inclusão, sem restrições extremas que afastem a criança da celebração. Informação, acompanhamento e planejamento são os principais aliados das famílias.
“O mais importante é que a criança se sinta parte da comemoração, com responsabilidade e sem exageros. A educação em saúde é o caminho para manter o equilíbrio”
conclui Angela Nazário.
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