Três sindicâncias foram abertas na última segunda-feira (2) pela Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba. Elas são contra os vereadores João Bettega (União), Eder Borges (PL) e Sargento Tânia Guerreiro (Pode) – confira abaixo sobre as investigações.

Com a abertura das novas sindicâncias pela Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) nos últimos sete dias, já são 14 investigações abertas neste ano para apurar o comportamento dos vereadores da capital do Paraná. 

Foto: Divulgação Câmara de Curitiba

Metade delas já foi arquivada pelo corregedor Sidnei Toaldo (PRD), que chegou a pedir, em abril, a criação de um protocolo contra o sensacionalismo na CMC. As outras seguem sob análise do parlamentar, que tem prazo de 30 dias, após a formalização das sindicâncias, para apresentar a conclusão das suas investigações.

No dia 28 de maio, a Corregedoria publicou uma portaria abrindo duas sindicâncias. Na  10/2025, Giorgia Prates – Mandata Preta (PT) acusa Eder Borges (PL) de ter se beneficiado da força de trabalho da advogada Andreia Maciel, enquanto ela era comissionada do Instituto Municipal de Turismo (IMT), desdobrando a notícia publicada pelo The Intercept Brasil em uma nova denúncia.

A sindicância 11/2025, aberta por representantes do Fórum Paranaense das Religiões de Matriz Africana, contra Eder Borges, alega que as referências do vereador à Ku Klux Klan, durante debate na CMC, promoveu “racismo estrutural” e “distorção histórica grave”.

Três sindicâncias foram abertas pela Corregedoria no dia 2 de junho. A de número 12/2025 é resultado de denúncia assinada por Willian Pedroso da Rocha, Luiz Felipe Martins França, Eduardo Kreutz Carvalho, André Matias Demenjeon Tesser e Gustavo Gonçalves da Rocha, acusando João Bettega (União) de ter omitido das autoridades a informação de que o ex-presidente do Instituto Municipal de Turismo, José Velloso, não cumpria os requisitos para a nomeação no cargo.

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O vereador João Bettega (União) — Foto: Diretoria de Comunicação Social/CMC

A sindicância 13/2025 reitera os argumentos da 9/2025, também embasada na notícia do The Intercept Brasil, que Eder Borges teria cometido nepotismo se for comprovado que Victoria Lauren Maciel de Almeida, filha de Andreia Maciel, era sua enteada quando foi nomeada para trabalhar como comissionada em seu mandato parlamentar. Por último, há a sindicância 14/2025, sobre a vereadora Sargento Tânia Guerreiro (Pode), com base em procedimento do Ministério Público do Paraná.

As assessorias dos parlamentares foram procuradas, mas apenas a equipe da vereadora Tânia Guerreiro respondeu à reportagem (confira a nota abaixo).

Sargento Tânia Guerreiro e Eder Borges. Fotos: Divulgação/CMC.

Confira a nota da vereadora Tânia Guerreiro:

A vereadora Sargento Guerreiro vem a público prestar esclarecimentos sobre a abertura de sindicância na Câmara Municipal de Curitiba, relacionada a um procedimento instaurado pelo Ministério Público do Paraná.

A parlamentar ressalta que a proteção da criança e a defesa de sua inocência são compromissos inegociáveis que norteiam não apenas sua atuação na vida pública, mas toda sua trajetória profissional, construída ao longo de mais de 30 anos de serviço na Polícia Militar do Paraná.

A sindicância tem como origem uma denúncia referente a uma palestra de combate à pedofilia , na qual, como especialista na área, a vereadora compartilha relatos de casos reais vivenciados durante sua carreira no enfrentamento de crimes contra crianças e adolescentes. Trata-se de um trabalho de caráter exclusivamente educativo, preventivo e de conscientização, voltado à proteção da infância.

É fundamental esclarecer que o conteúdo dessas palestras é destinado exclusivamente ao público maior de 18 anos, com essa orientação sendo feita de forma clara, explícita e reiterada, tanto na divulgação quanto durante sua realização, justamente pela seriedade, sensibilidade e gravidade dos temas abordados.

A vereadora reforça que jamais colocaria em risco a imagem, a dignidade ou qualquer aspecto que pudesse comprometer a vida de uma criança. Seu compromisso é, e sempre será, lutar pela defesa da infância e pelo enfrentamento firme de qualquer forma de abuso, exploração ou violência.

Por fim, a vereadora reafirma seu respeito ao devido processo, acompanhará com responsabilidade e serenidade todos os trâmites necessários e permanece à disposição dos órgãos competentes para quaisquer esclarecimentos.

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