O secretário de estado da Saúde, César Augusto Neves Luiz, tranquilizou a população paranaense e disse nesta quarta-feira (29) que não se pode traçar paralelo entre a Covid-19 e a varíola dos macacos. Em entrevista à Banda B, ele afirmou que a taxa de mortalidade é muito mais baixa e que o momento não aponta para qualquer risco de pandemia. A pasta monitora três casos suspeitos no Paraná.

“O nosso povo está machucado, doído, estigmatizado por causa da Covid-19. Eu como médico, posso dizer com absoluta clareza, que são realidades completamente distintas. A Monkeypox não tem a mesma mortalidade da Covid-19. Esse paciente tem sintomas muito característicos, que geralmente começam na face e se espalham para o resto do corpo. No interior se chama bixiga d’água, que são vesícula na pele, febre elevada, a famosa íngua, para aí pensarmos na suspensão do caso. Não é qualquer manchinha na pele que iremos causar alarde”, disse.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), os pacientes monitorados são três homens, com idades entre 27 e 39 anos. Eles residem em Curitiba, Cascavel e Londrina. Todos possuem históricos de viagem para São Paulo, França, Inglaterra e Turquia. As amostras dos suspeitos foram coletadas e estão em processo de envio para o Laboratório Central do Estado (Lacen), responsável pela articulação com o Ministério da Saúde para envio ao laboratório de referência para casos desta doença, em São Paulo.
Segundo Neves, os três pacientes estão bem e isolados em casa. “Nenhum deles está internado. Os municípios possuem as equipes de vigilância, que monitoram todos os dias os sinais e sintomas”, explicou.
Situação de risco
Assim como a Organização Mundial da Saúde (OMS), Neves também não acredita em risco para eventual nova emergência em saúde.
“Não temos nenhum dado epidemiológico no mundo para nova pandemia de Monkeypox”, concluiu
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