O advogado Claudio Dalledone assumiu a defesa do policial penal federal Jorge Guaranho acusado de matar Marcelo Arruda, ex-tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. O caso aconteceu em julho de 2022 e o réu responde por homicídio duplamente qualificado.
O júri popular do caso está marcado para acontecer no dia 4 de abril de 2024. O julgamento estava marcado para o dia 7 de dezembro do ano passado, mas foi adiado após a defesa do policial na época se manifestar contrária à inclusão de um laudo pericial no processo, uma vez que “não foi intimada nem tampouco participou da produção de provas nos autos”.

Os advogados que representavam Jorge Guaranho alegaram ainda que a prova pericial em questão foi “produzida na surdina, ao arrepio dos princípios constitucionais da plenitude da defesa, ampla defesa e contraditório”.
O laudo pericial se refere a elementos produzidos com base no celular de Claudinei Coco Esquarcini, que era responsável por operar o equipamento de vigilância do local onde Marcelo Arruda foi morto por Jorge Guaranho. Ele era responsável por fornecer as senhas de acesso das imagens registradas pelo circuito de monitoramento da Aresf (Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu) – onde Arruda comemorava seu aniversário de 50 anos quando foi morto.
Em agosto de 2022, uma nova perícia foi anexada ao processo que apura a morte do tesoureiro. O laudo aponta que o alguém apagou os registros de acesso às imagens capturadas pelas câmeras dois dias depois de Marcelo Arruda ser assassinado.
O crime aconteceu no dia 9 de julho, e os registros foram deletados no dia 11 de julho. Sete dias após os dados serem apagados, Claudinei Coco Esquarcini tirou a própria vida.
Guaranho está preso há pouco mais de um ano.
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