O ex-jogador de futebol Rafinha, atualmente atleta de Fut-7, foi o convidado do programa Balanço Esportivo na última quinta-feira (24). E entre os diversos assuntos abordados, ele relembrou de uma polêmica criada em 2010, quando trocou o Paraná Clube pelo Coritiba.

Um ano antes, Rafinha tinha sido, ao lado do meia Davi, um dos destaques do Tricolor na Série B. Porém, estava emprestado pelo São Paulo e retornaria ao clube paulista no ano seguinte. Só que a vontade de seguir em Curitiba era grande e veio a proposta do Coritiba. Ao ser apresentado, o então camisa 7 polemizou ao falar que, agora, estava em um clube grande da cidade. Anos depois, ele explicou a situação e falou do carinho pelo time paranista.

“Eu sempre deixei claro que nunca jogaria em um rival caso tivesse destaque. Mas do Paraná para o Coritiba foi diferente. Terminou meu contrato com o Paraná, teria que voltar para o São Paulo, mas eu queria continuar em Curitiba, minha esposa estava grávida, queria ter o filho aqui. Veio a proposta do Coxa e aí foi fundamental. Mas polêmica é algo normal. Tenho uma gratidão enorme pelo Paraná, que foi quem abriu as portas para eu voltar a atuar. Se não fosse o Paraná, eu não teria feito toda essa carreira“, disse ele.

Volta ao Coritiba quase não aconteceu

Rafinha defendeu o Coritiba de 2010 a 2013, quando foi para Al-Shabab, da Arábia Saudita. Em 2016 retornou ao Brasil e jogou pelo Cruzeiro até 2019, ano em que optou em voltar a vestir a camisa do Coxa. Uma negociação que deu certo, mas após muita conversa e dificuldades.

“Foi uma negociação difícil para voltar. O meu filho mais velho sempre pedia para eu voltar. O Cruzeiro estava bem na Libertadores, na Copa do Brasil, mas eu queria vir para o Coritiba também. Começamos as negociações, algumas pessoas do clube não queriam que eu voltasse e ofereceram muito a menos do que eu tinha no Cruzeiro. Mas a vontade e o pedido do meu filho foram maiores. Quando eu estava para sair, o Mano Menezes pediu para eu jogar o último jogo contra o Fluminense, pela Copa do Brasil, eu pedi a liberação antes do jogo, me despedi do pessoal e me apresentei aqui”, relembrou.

Um retorno que poderia ter acontecido um ano antes. Em 2018, o meia já tinha a intenção de vestir a camisa alviverde novamente e tinha proposta, que foi recusada pela Raposa, que não só o segurou, como prorrogou o seu vínculo.

“Um ano antes eu quase voltei para o Coritiba. Pedi para voltar, cheguei a pedir para o Mano, ele me liberou, mas o Tinga, diretor na época, me mostrou alguns números de desempenho meu e falou que não ia me liberar e ainda me deu mais um ano de contrato. Por isso não voltei”, contou.

Carreira no Fut-7

Desde abril de 2022, após deixar o Coritiba, Rafinha se aventurou no Fut-7, modalidade disputa com sete atletas, sendo um goleiro e seis na linha, em um gramado sintético. Atleta do Master Clube, de São José dos Pinhais, ele foi convocado para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo da categoria.

“Foi uma surpresa ser chamado para a seleção. Não era uma meta, o objetivo era me divertir, curtir a família, descansar e esquecer o futebol. Mas a gente, quando tem o sangue de cara brigador e desportista, a gente não entra para brincar. Acabou virando uma coisa séria com uma convocação para a seleção brasileira”, disse o jogador.

“É um esporte totalmente diferente do que vivi, é um jogo dinâmico, tenho que me adaptar às regras, como número de faltas. Ainda procuro melhorar, faço alguns trabalhos para me adaptar ao gramado sintético, o nível de jogo é diferente, mas estamos no caminho certo“, completou.

Confira a entrevista completa de Rafinha:

Rafinha em ação pelo Coritiba
Rafinha se tornou ídolo do Coritiba. Foto: Divulgação/Coritiba

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