Com quase 80%, Felipão busca Geninho por melhor aproveitamento no Athletico
Felipão durante o seu primeiro treinamento no CT do Caju. Foto: José Tramontin/athletico.com.br

Desde 2011 um treinador não alcançava números tão altos no Athletico. Foi naquela temporada que Geninho, com oito vitórias, um empate e uma derrota, atingiu a marca de 83% de aproveitamento dos pontos. Contudo, o diretor técnico Luiz Felipe Scolari caminha para desafiar essa marca histórica.

Desde que chegou em maio, Felipão tem um aproveitamento de 79,16%, com seis vitórias, um empate e uma derrota em oito partidas com o Furacão sob o seu comando. O desempenho importante permitiu ao clube se classificar na Copa do Brasil, na Copa Libertadores, e ocupar provisoriamente a vice-liderança do Brasileirão.

A vitória sobre o Juventude, na noite desta quarta-feira (8), em Caxias do Sul (RS), permitiu ao diretor técnico ultrapassar os desempenhos de Eduardo Barros (em 2019, atingiu 75% em oito partidas), e de Leandro Niehues – que teve, em 2010, 73% de aproveitamento em cinco jogos.

O dobro dos antecessores

Se comparado aos seus antecessores na temporada 2022, a diferença é acachapante. Alberto Valentim deixou o Rubro-Negro em abril com 38% de desempenho em 28 jornadas, enquanto Fábio Carille alcançou 43% em sete partidas na sua curta passagem de 21 dias.

Para se igualar a Geninho já na próxima semana, Scolari precisa que o Furacão vença os seus próximos dois jogos pela Série A, contra o Fortaleza neste domingo (12), na Arena Castelão; e diante do Corinthians, na próxima quarta-feira (15), na Arena da Baixada. O jogo seguinte é o clássico contra o Coritiba, no domingo seguinte (19), no Couto Pereira.

Com quase 80%, Felipão busca Geninho por melhor aproveitamento no Athletico
Geninho ainda detém os melhores números de desempenho no Furacão. Foto: André Mourão/Agif/Folhapress

Sem querer se focar em números, Scolari declarou ainda em Caxias do Sul que o seu foco segue sendo em trabalhar forte junto ao grupo e aos demais departamentos do clube. Ele também refutou o termo “família Scolari”, que ganhou fama na conquista do pentacampeonato da seleção brasileira, em 2022.

“Nós formamos um grupo. A gente ganha junto ou perde junto. Hoje, temos um grupo que está entendendo aquilo que eu desejo. Esses jogadores formam uma família, que não é a família Scolari, mas a família do Athletico. É assim que queremos continuar até o fim do ano. Tomara que eles continuem com essa dedicação, essa motivação, para que a gente conquiste os objetivos que foram traçados”, sentenciou.

Veja o Top 15 do século em desempenho de técnicos do Athletico:

  • 1º Geninho – oito vitórias, um empate e uma derrota – 83%
  • 2º Felipão – seis vitórias, um empate e uma derrota – 79%
  • 3º Eduardo Barros – cinco vitórias e três empates – 75%
  • 4º Leandro Niehues – três vitórias e dois empates – 73%
  • 5º Juan Ramón Carrasco – 22 vitórias, sete empates e sete derrotas – 67%
  • 6º Ney Franco – 29 vitórias, nove empates e 10 derrotas – 66%
  • 7º Leandro Ávila – duas vitórias e dois empates – 66%
  • 8º Ricardo Drubscky – 19 vitórias, 10 empates e cinco derrotas – 65%
  • 9º Jorginho – quatro vitórias, quatro derrotas e um empate – 59%
  • 10º Vagner Mancini – 20 vitórias, 12 empates e nove derrotas – 58%
  • 11º Paulo César Carpegiani – 11 vitórias, cinco empates e cinco derrotas – 57%
  • 12º Tiago Nunes – 42 vitórias, 19 empates e 24 derrotas – 56%
  • 13º Cristóvão Borges – nove vitórias, sete empates e quatro derrotas – 56%
  • 14º Dorival Júnior – nove vitórias, três empates e seis derrotas – 55%
  • 15º António Oliveira – 18 vitórias, 5 empates e 12 derrotas – 54%

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