Treinador projetou o duelo com o Palmeiras. Foto: Reprodução Youtube/Conmebol

Um dos maiores treinadores da história da competição, Luiz Felipe Scolari não escondeu a emoção de estar em mais uma semifinal de Libertadores em sua carreira. Desta vez sob o comando do Athletico, o técnico já colocou o seu nome na história do clube, que não chegava a esta fase do torneio há 17 anos.

Em entrevista à Conmebol Libertadores, Felipão disse que a emoção de chegar à semifinal com o Furacão se assemelha a todos os outros grandes momentos que já viveu no futebol, como a Copa do Mundo e a Eurocopa. Segundo o treinador, ele passou a viver, junto ao torcedor rubro-negro, o sonho de voltar a figurar entre os melhores times do continente. E não para por aí.

“Uma emoção de Copa do Mundo, de trabalhar na Europa em uma Euro, de ser campeão de uma Champions na Ásia. Uma emoção de ser campeão de Libertadores por Palmeiras, por Grêmio. Uma emoção estar trabalhando em um equipe como o meu Furacão, que pode chegar a uma final de Libertadores. Um sonho do torcedor do Athletico e que passou a ser meu e dos atletas. E estamos perto.”

Duelo de ‘características parecidas’

Para o técnico de 73 anos, a semifinal diante do Alviverde será decidida no detalhe, uma vez que as equipes têm características ‘muito parecidas’. Segundo Felipão, o trabalho de Abel Ferreira frente ao time paulista é ‘espetacular’ em todos os sentidos, e o elenco conta com jogadores que se sobressaem tecnicamente. O Palmeiras busca seu tricampeonato consecutivo de Libertadores.

“O trabalho que o Abel vem fazendo é espetacular em todos sentidos, independente de resultados. São duas equipes muito parecidas, jogam muito verticalmente. Claro que nós temos algumas diferenças técnicas, mas podemos ter a diferença técnica convertida em diferença tática. É um jogo muito igual (…) Nós sabemos que estamos a dois jogos de uma final. Quando começamos a trabalhar, estávamos longe dessa final. Então, estamos cortando caminho e chegando perto”, analisou.

Aposentadoria

Questionado sobre uma possível aposentadoria, o comandante revelou que tem conversado com sua família em relação futuro. Com filhos e netos em Portugal, Felipão disse que recebe dos familiares pedidos para ficar mais em casa, e que diante de acontecimentos do dia a dia, ele reflete: ‘será que devo continuar?’.

Contratado para a função de diretor-técnico do Furacão, Felipão pode deixar o trabalho na beira dos gramados na próxima temporada. Este novo desafio também será avaliado pelo treinador na hora de “bater o martelo” sobre o seu futuro no futebol. Porém, garante que esta hora não é agora.

“A gente fala de vez em quando sobre isso e eu sinto que eles estão dizendo: “ah, pai. Tanto tempo tu não ficaste em casa, tanto tempo que tu dedicaste ao futebol”. Não que não me dedicasse aos filhos, mas deixei um pouco de lado para que a esposa cuidasse da educação destes meninos. Não está na hora da gente viver um pouco mais? Sair um pouco mais. Eles vinham falando isso.”

“E por muitas coisas que vem acontecendo na minha vida, na vida de pessoas ao meu redor. Eu vejo que algumas pessoas eu estou perdendo por alguma razão, morte ou outra coisa, eu fico assim pensando: será que não vale a pena mesmo encerrar o futebol? Será que vale a pena eu dedicar uma nova carreira como diretor esportivo? Não sei. Eu vou esperar essa situação do Athletico, porque eu quero o melhor do meu trabalho para que a gente consiga chegar até o fim do ano com as metas atingidas (…) . Eu não quero ser um “atrapalho” na vida do Athletico. Eu tenho que me inteirar de assuntos que ainda não conheço. Se eu me inteirar e achar que tenho condições, vou dialogar com minha família naturalmente”, concluiu

Decisão na Baixada

O Athletico recebe o Palmeiras nesta terça-feira (30), na Arena da Baixada, pelo jogo de ida da semifinal da Libertadores. Com “casa cheia“, o Furacão busca sair com a vantagem e dar o primeiro passo em busca da final do maior torneio do continente.

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