"Quem vive de passado é museu", diz Petraglia para defender Athletico e alfinetar o Fla
Dirigente athleticano reforçou posicionamentos polêmicos. Foto: Monique Vilela/Banda B.

Sempre adepto a falar o que pensa, o presidente do Athletico, Mário Celso Petraglia, voltou a movimentar as redes sociais com novas declarações contra o Flamengo e o Santos, enquanto defendeu mais uma vez a sua gestão, que gerou “a melhor estrutura da América do Sul”.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes de São Paulo, Petraglia inicialmente voltou a falar do Santos, clube histórico que teve Pelé em suas fileiras e que, para o cartola athleticano, no presente é menor do que o Furacão.

“Quem vive de passado é museu (…). Tanto que é o Santos de Pelé, e não Pelé do Santos”, alfinetou, retomando o mesmo ponto de vista por ele demonstrado na entrevista coletiva de apresentação do volante Fernandinho.

Fla na mira

Em seguida, Petraglia voltou-se para o Flamengo, adversário que eliminou o Athletico da Copa do Brasil deste ano, e com o qual o Rubro-Negro paranaense vem mantendo uma rivalidade nas últimas temporadas. Sobre a queda em campo, o mandatário se disse “roubado”.

“Fomos roubados, absurdamente assaltados. Futebol brasileiro é isso aí, por isso não dou entrevistas. Falo a verdade e sou mal-entendido”, destacou, complementando que a não-expulsão de Arrascaeta e Gabriel Barbosa no Maracanã, no jogo de ida, em lances violentos contra Erick e Fernandinho, respectivamente, teve peso ao final dos 180 minutos.

E ele não parou por aí.

“O Flamengo ganha sozinho, tirando o Corinthians, mais do que os outros 18 times da Série A pelo pay-per-view. É justo isso? Como faz futebol? O Flamengo tem R$ 160 milhões de garantia mínima para esse ano de 2022 no pay-per-view. Mas tem clube que ganha 400 mil reais. Tem como fazer futebol justo, honesto, equilibrado?”, desafiou.

“Quem destruiu o futebol brasileiro foi a rede de televisão, que fez essas injustiças absurdas na distribuição de valores de TV, além de não valorizar o nosso futebol. A indústria do entretenimento do futebol foi destruída no Brasil nas últimas décadas”, avaliou, sem mencionar a Rede Globo, com a qual ele troca farpas há mais de uma década.

Infraestrutura

Ainda sobre o Flamengo, além de grande beneficiáro da distribuição de “cotas injustas”, na visão de Petraglia, pesa o fato do clube não ter estádio e ter sobre o seu centro de treinamento, o Ninho do Urubu, a tragédia com meninos da categoria de base, em 2019.

“Mesmo contra tudo e contra todos, o Athletico tem a melhor infraestrutura da América do Sul. Mas o Flamengo tem um centro de treinamento, que temos aquela passagem fatídica que não gosto nem de repetir (incêndio), e não tem estádio, está pensando em fazer um agora. E é o Flamengo, das multidões, do Rio de Janeiro, do Maracanã“, alfinetou.

Ao longo da entrevista, Petraglia ainda avaliou com ceticismo as chances de uma liga profissional de clubes que reúna todos os 40 clubes da Séries A e B do Brasileirão, e destacou que a entrada de recursos vultuosos nos cofres do Furacão, por meio da venda das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da equipe trará uma “guerra” – ele insinuou que o valor pode ultrapassar a casa do R$ 1 bilhão.

Para ele, o Athletico vai poder, com ou sem liga, desafiar os grandes clubes do país e da América do Sul desta forma. “Não queremos ver clubes ganhando 800 vezes mais do que os demais”, reforçou, para defender uma divisão mais igualitária de receitas – este o principal ponto que separa a Libra e a Liga Forte Futebol Clube.

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