
Desde que chegou ao Athletico, há pouco mais de um mês, o diretor técnico Luiz Felipe Scolari tomou para si a missão de resgatar o bom futebol do atacante Pablo. Aos 29 anos, o camisa 92 tem as características de um homem de área que Felipão sempre apreciou por onde passou, e a combinação está dando certo.
Na temporada 2022, quando o Furacão já teve três treinadores diferentes, o atacante marcou sete gols em 19 partidas, o que dá uma média de 0,368 gol por jogo. Já se considerarmos apenas os números do jogador somente com Felipão, a média sobe para cinco tentos sete compromissos – a média sobe para 0,714.
O dado não é nada irrelevante. Isso porque tal média é praticamente o dobro daquele que Pablo obteve na melhor temporada da carreira, em 2018, quando fez 18 gols em 51 jogos (média de 0,352), o que lhe permitiu ser uma das grandes vendas da história do clube, que o negociou com o São Paulo por R$ 26 milhões.
O “segredo” de Felipão
Todavia, no Morumbi Pablo não alcançou o mesmo sucesso. Na média, o seu melhor ano foi o de 2021, quando fez 13 gols em 38 partidas (média de 0,342). De volta ao Rubro-Negro paranaense, o atacante está aos poucos reencontrando o meu melhor futebol, e Felipão lhe confere todos os méritos por isso.
“Acho que o Pablo evoluiu porque melhorou a sua condição, acreditou mais em si, no trabalho da equipe, nas conclusões em que ele sempre foi bom. Teve também mais situações para ele nas bolas laterais que não tinham anteriormente, ele melhorou bastante e tem uma cabeça diferente daquela que tinha quando aqui chegamos”, disse Scolari após o empate com o Santos, no último sábado (4).
“Hoje ele não está tão preocupado, ele pode rodar, participar do jogo como sempre participou quando jogava no Athletico antigamente. Esse é o Pablo que a gente quer ver em todos os jogos”, completou o comandante athleticano.
No total das suas temporadas com a camisa do Furacão, Pablo fez 190 jogos, com 41 gols e 13 assistências, com uma média de 0,215 gol por partida.
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