(Divulgação/Rio Branco)

Sem entrar em campo há quase três meses, devido à pandemia do coronavírus, o centenário Rio Branco de Paranaguá, um dos mais tradicionais clubes de futebol do Paraná, vive uma das piores fases de sua história. Mesmo classificado às quartas de final do campeonato estadual, o Leão da Estradinha teve sua última cota de transmissão ‘bloqueada’ pela Justiça, graças aos inúmeros processos trabalhistas contra o clube, que somam mais de R$ 2 milhões.

Com cerca de 60 ações trabalhistas, e sem a possibilidade de arrecadar dinheiro com os jogos na Estradinha, o clube teme por sua sobrevivência. Nesta quinta-feira (5), a diretoria se reuniu com a imprensa local e explicou, em números, a crise financeira vivida pelo Leão.

“Fizemos essa reunião justamente para dar uma satisfação ao torcedor do Rio Branco. Não sabemos quando se dará a volta do campeonato e não podemos retornar enquanto não for liberada a volta dos treinos coletivos. Assim que a Federação anunciar um retorno da competição, iremos retornar aos treinamentos”, explicou o presidente ‘Erminho’, em entrevista à Banda B.

Sem efetuar os pagamentos dos salários do mês de março, o Rio Branco ainda não sabe em qual situação o tradicional clube do Litoral retornará aos trabalhos, assim que o Paranaense for recomeçado. O clube precisou demitir o técnica Tcheco e sua comissão técnica tão logo foi anunciada a parada da competição estadual

“A situação do clube não é boa. Não temos receitas e as dívidas continuam chegando. Temos de manter a tranquilidade neste momento, porque somos o único dos doze clubes do Paraná que teve a terceira cota dos direitos de transmissão bloqueada e, para piorar, não tivemos o dinheiro dos ingressos do jogo contra o FC Cascavel. Esses valores seriam essenciais para terminarmos o estadual de forma tranquila”, completou.

O Rio Branco, sétimo colocado na primeira fase do Paranaense, enfrentará o FC Cascavel, dono da segunda melhor campanha da fase classificatória.