A Justiça determinou fiança de R$ 10 mil para que o ex-funcionário terceirizado de uma empresa de telecomunicação preso suspeito de receptação de cabos de telefonia furtados responda ao processo em liberdade. A defesa do réu considerou “exacerbado” o valor da fiança, já que o homem não teria renda formal sendo trabalhador do ramo de reciclagem.

Segundo o advogado Dr. Leonardo Nolli, familiares e amigos teriam se reunido para pagar o valor da fiança já nesta sexta-feira (23). Segundo a Polícia Civil, ele já foi liberado da Central de Flagrantes de Curitiba.
“Seus familiares, mesmo não tendo condições de arcar com o referido valor, fizeram arrecadação com amigos e pagaram a fiança na sexta-feira mesmo. O juiz pesou a caneta em arbitrar esse valor a título de fiança uma vez que o flagranteado não possui renda formal sendo um trabalhador honesto no ramo da reciclagem”, explicou o advogado.
A prisão
A prisão aconteceu na quinta-feira (22), em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Segundo a Polícia Civil, o rapaz guardava num galpão equipamentos que são restritos às empresas de telecomunicação, sem venda para os consumidores.
A polícia chegou ao suspeito através de uma denúncia sobre uma bateria furtada. A equipe foi para averiguar a situação e, para a surpresa, encontraram outras quatro baterias estacionárias e todo o material.
O galpão onde o rapaz ficava, conforme a polícia, funcionava como um espaço para venda de sucata. Apesar disso, nada do que foi encontrado lá é sucata.
O delegado destacou que o prejuízo para as empresas é enorme. Mas geralmente quem sofre são os consumidores. O rapaz foi preso vai responder por receptação qualificada.
O advogado Nolli disse ainda à Banda B que provará a inocência do cliente “no decorrer do processo, e por ora o denunciado permanece em silêncio mas se compromete e está inteiramente a disposição da justiça para esclarecimentos dos fatos”.
A reportagem da Banda B entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) questionando o valor da fiança estipulado pelo juiz. O TJ respondeu dizendo que não comenta decisões.
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