A Justiça do Paraná condenou a dupla Mayco de Souza Morette e Wellington Clayton Machado de Proença a mais de 20 anos de prisão por matar o policial militar Reinaldo José Garozi durante uma perseguição na PR-323, em Cianorte, no noroeste do Estado.

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Dupla condenada por matar o policial militar Reinaldo José Garozi recebeu penas de 25 e 30 anos de prisão após julgamento. Foto: Reprodução/PMPR

Mayco foi condenado a 30 anos de prisão e Wellington, a 25 – ambos pelo crime de homicídio com as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. As informações são do portal TN Online, parceiro da Banda B, e do Ministério Público do Paraná (MPPR).

Policial militar foi morto há 3 anos

O caso aconteceu em 17 de setembro de 2023, durante uma perseguição policial às margens da PR-323, após a Polícia Militar passar a monitorar um grupo de criminosos investigados pela prática de roubos na região.

Os policiais foram surpreendidos ao tentar realizar a abordagem de um veículo usado pelos integrantes da organização, que desobedeceram à ordem de parada e deram início ao confronto armado contra as equipes de segurança. Segundo a corporação, havia cinco suspeitos no carro.

Durante a perseguição, o cabo Reinaldo José Garozi levou um tiro na região do tórax. O agente recebeu atendimento médico e chegou a ser socorrido com vida. No entanto, na madrugada de 18 de setembro, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Além dele, dois suspeitos morreram no local. Um integrante foi preso e dois conseguiram fugir a pé.

Reinaldo tinha mais de 25 anos de serviços prestados à Polícia Militar do Paraná e deixou esposa e dois filhos.

Dupla condenada por matar policial não poderá recorrer em liberdade

O julgamento, que durou mais de 12 horas, reconheceu que os condenados mataram um policial durante o exercício da função, colocaram outras pessoas em risco e agiram para escapar da responsabilização por outro crime, no caso, os roubos investigados na região.

Durante a sessão no Tribunal do Júri, as defesas dos acusados negaram que os dois tiveram participação direta nos disparos. Mayco, inclusive, chegou a alegar que o tiro poderia ter partido de outros agentes durante o confronto. Sete testemunhas foram ouvidas, incluindo policiais que participaram da ocorrência.

Os réus já estavam presos preventivamente e permanecerão detidos para o cumprimento da pena, sem direito de recorrer em liberdade. Entretanto, a defesa dos envolvidos afirmou que irá contestar a decisão.

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