Um ex-funcionário terceirizado de uma empresa de telecomunicação foi preso suspeito de receptação de cabos de telefonia furtados. A prisão foi na tarde de quinta-feira (22), em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Segundo a Polícia Civil, o rapaz guardava num galpão inclusive equipamentos que são restritos às empresas, sem venda para os consumidores. 

Foto: Djalma Malaquias/Portal Banda B.

A polícia chegou ao suspeito através de uma denúncia sobre uma bateria furtada. Junto com funcionários de uma empresa de telecomunicação, a equipe foi para averiguar a situação e, para a surpresa, encontraram outras quatro baterias estacionárias e todo o material.

O galpão onde o rapaz ficava, conforme a polícia, funcionava como um espaço para venda de sucata. Apesar disso, como destacou o delegado Marcelo Magalhães, da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), nada do que foi encontrado lá é sucata.

“O proprietário não soube explicar a origem. Existiam materiais que são restritos às empresas de telecomunicações, não têm venda a terceiros autorizada. Boa parte do material também constava identificação de empresas”. 

Ao conversar com o rapaz, ele não soube dizer para os policiais de onde tinha vindo o material. Mas investigando, a equipe da DRF descobriu que ele conhecia bem o que foi encontrado ali.

“Chamou a atenção da equipe que o indivíduo foi funcionário terceirizado de uma empresa de telecomunicação. Ele utilizou do conhecimento que obteve durante o trabalho para fazer contato com outros funcionários, que venham a desviar esse material, e também para poder comprar sabendo o que está comprando para revender”. 

O delegado destacou que o prejuízo para as empresas é enorme. Mas geralmente quem sofre são os consumidores.

“Fora o prejuízo material para as empresas, o prejuízo maior fica para o consumidor, porque cada furto desse na maioria das vezes desabastece toda uma população de um serviço praticamente essencial”. 

O rapaz preso vai responder por receptação qualificada. Para o crime, não houve fiança. A DFR continua investigando a atuação do suspeito.

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