A sinalização do cruzamento onde a advogada Giovana Ceccilia Jakiemiv Menegolo morreu, no bairro Mercês, foi feita pela Prefeitura de Curitiba cerca de oito horas após o acidente. Giovana conduzia uma Mercedes-benz A250 e se envolveu em uma colisão com um veículo BYD.

O acidente aconteceu por volta das 14h25 de sábado (2), no cruzamento das ruas Tenente João Gomes da Silva e Solimões. Giovana teve o carro atingido lateralmente pelo veículo da marca BYD e tombou. Ela ficou presa às ferragens, foi socorrida em estado gravíssimo e levada ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, mas não resistiu.

O cruzamento onde aconteceu o acidente estava sem sinalização naquele momento, pois a via havia passado por obras de recapeamento. Ou seja, a pintura sobre o asfalto e a placa “pare”, que deveriam orientar os motoristas, ainda não haviam sido refeitas.

Imagens obtidas pela Banda B mostram que, às 22h20 de sábado — cerca de oito horas após o acidente —, uma equipe da prefeitura instalou a placa de “pare” na rua Solimões. Já às 7h30 da manhã de domingo (3), funcionários terceirizados da administração municipal voltaram ao local para pintar a sinalização horizontal no asfalto.

Em nota, a Prefeitura de Curitiba disse que a obra foi concluída na tarde de sexta-feira (1º), embora as vias não contassem com a nova sinalização horizontal. Um dia depois da conclusão da obra, aconteceu o acidente que matou a advogada. “A pintura depende de condições técnicas específicas — como o tempo de cura do asfalto — para garantir aderência e durabilidade da sinalização”, disse a prefeitura.

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A advogada Giovana Ceccília Jakiemiv Menegolo, morta aos 29 anos em acidente de trânsito — Foto: Reprodução/Instagram

“A obra de recuperação do pavimento foi realizada com o objetivo de melhorar as condições de tráfego e aumentar a segurança viária para motoristas, ciclistas e pedestres. O serviço de sinalização foi antecipado tão logo o pavimento apresentou as condições ideais”, diz outro trecho do comunicado.

A administração municipal também enfatizou que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que, na ausência de sinalização, os condutores devem observar as regras de preferência, redobrar a atenção e manter velocidade compatível com as condições da via — especialmente em cruzamentos urbanos.

O CTB, porém, estabelece por meio do artigo 88 que “nenhuma via pavimentada poderá ser entregue após sua construção, ou reaberta ao trânsito após a realização de obras ou de manutenção, enquanto não estiver devidamente sinalizada, vertical e horizontalmente, de forma a garantir as condições adequadas de segurança na circulação”.

‘Falta de sinalização contribuiu’

Para o delegado responsável pelo caso, Edgar Santana, a falta de sinalização no cruzamento onde aconteceu o acidente “contribuiu de forma contundente” para o resultado.

“É, a falta de sinalização do local, sem sombra de dúvidas, contribuiu de forma contundente para a ocorrência do resultado final. A Polícia Civil está na posse de imagens e sistema de monitoramento do local. Essas imagens serão remetidas ao Instituto de Criminalística para que possa formalizar a dinâmica e as circunstâncias do sinistro de trânsito e também realizar o exame do local do fato”, disse Santana nesta segunda.

Além disso, o delegado destacou que a polícia segue a linha de culpa concorrente, ou seja, a possibilidade de que diferentes condutas tenham contribuído de forma fundamental para o desfecho trágico. “A Polícia Civil vai apurar a conduta da condutora da Mercedes, a conduta do condutor do BYD e também a conduta por parte do Poder Público, principalmente no que diz respeito à sinalização”, acrescentou.

O acidente

A advogada Giovana Ceccilia Jakiemiv Menegolo, de 29 anos, morreu no sábado (2), após ter o carro que dirigia atingido por um veículo BYD em um cruzamento no bairro Mercês, em Curitiba. O automóvel dela, uma Mercedes-benz A250, chegou a tombar devido à força do impacto.

Vídeo mostra o momento em que o BYD, que seguia pela Rua Solimões, atravessa o cruzamento e atinge a lateral da Mercedes, que transitava pela via preferencial. A advogada chegou a ser socorrida em estado grave ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

“Essa rua está sem nenhuma placa de ‘pare’. Vim devagar, dei uma segurada e fui. Ela veio com tudo, não deu tempo de ver nada. Foi tudo muito rápido. Qualquer um passa direto ali, porque não tem sinalização nem no chão”, afirmou o motorista do BYD, Silso Eliel.

O corpo de Giovana Ceccilia foi sepultado na manhã desta segunda (4), no Cemitério Parque Iguaçu.

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