Bryan Jovinski Ribas irá a júri popular, nesta quinta-feira (24), pelas mortes de Sônia de Souza, 34 anos, e Simone Donato, 33, em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba.

As duas foram atropeladas pelo rapaz, que na época do crime, em outubro de 2017, tinha 24 anos. Elas eram tia e sobrinha e haviam acabado de sair de uma missa.
“A minha irmã era tudo pra gente. Elas eram muito queridas. Tanto que no velório delas tinha muita gente”, Sabini Donato, irmã de Simone, à reportagem da RICtv.
“A gente espera que acabe essa história e a Justiça seja feita. Que o caso das meninas não seja esquecido. É muito sofrimento nesses oito anos. É uma agonia. Pelo menos, a gente vai ter um conforto no coração que a Justiça vai ser feita”, Nani de França, cunhada da Sônia.
As vítimas estavam próximas de casa já quando foram surpreendidas por um carro desgovernado, dirigido por Bryan. As duas acabaram morrendo no local.
Por conta da colisão, o veículo de Bryan foi parar em uma valeta. Ele e dois passageiros fugiram do local sem prestar socorro às vítimas.
O condutor se apresentou à polícia dias depois do caso. Em depoimento, ele admitiu ter bebido antes da tragédia. O jovem também não possuía carteira de habilitação. Mas, Bryan ficou preso apenas três meses. Ele responde ao crime em liberdade.
Defesa das vítimas espera que a Justiça seja feita
Os advogados das famílias aguarda por Justiça pelas duas mulheres.
“Esperamos que os jurados reconheçam que esse fato é um homicídio doloso. Foi uma sequência de escolhas do motorista que resultou nas mortes das mulheres”, Guilherme Justus, assistente de acusação.
A parte criminal ainda não foi concluída. Porém, na parte cível, já houve uma definição, de acordo com a defesa das famílias.
“A Justiça reconheceu o direito dos familiares das vítimas ao pagamento de uma indenização de R$ 80 mil para cada uma delas, além disso, o pensionamento para os filhos das duas e também para o viúvo da Sônia. É uma decisão importante porque reconhece a responsabilidade civil do réu e busca amenizar um pouco aos impactos financeiros”, afirma Priscila Espigiorin, advogada das famílias.
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