Um proprietário de um bar, de 60 anos, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (2) dentro do estabelecimento, localizado no cruzamento das ruas Elizete Cardoso e Presidente João Goulart, no bairro Tatuquara, em Curitiba. A vítima apresentava perfurações de faca pelo corpo. A Polícia Civil investiga o caso.

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Foto; Djalma Malaquias/ Banda B

Conforme apurado pela Banda B, uma vizinha ouviu barulhos durante a madrugada e, ao acordar, percebeu grande quantidade de sangue na frente do bar. Ela avisou a família da vítima, que encontrou o comerciante morto dentro do estabelecimento.

O Aspirante a Oficial Mellenbergs, da Polícia Militar, informou que ainda não há confirmação se houve roubo ou se um conflito anterior resultou na morte.

“Tem bastante sangue na frente e no interior do bar. Possivelmente a vítima tentou se defender e fugir para dentro do estabelecimento, deixando um rastro de sangue. O mais provável é que ele tenha sido morto com golpes de faca, mas ainda será apurado se houve perfuração por arma de fogo”

explicou Mellenbergs.

O local foi isolado, e câmeras de segurança da região serão analisadas para auxiliar na identificação do autor do crime. De acordo com o delegado Ivo Viana, o local estava bagunçado e revirado.

“Pode ter acontecido alguma briga dentro do bar. Além das perfurações por faca, o homem tinha uma lesão na cabeça que pode ser compatível com espancamento, com algum objeto contundente. Ele era uma pessoa tranquila, não tinha desafetos, isso também gera um certo mistério. Vamos aprofundar nas investigações para descobrir o que de fato aconteceu”

disse o delegado responsável pela investigação.
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Foto; Djalma Malaquias/ Banda B

“Era um ser humano bom”, diz irmão da vítima

O irmão da vítima contou à Banda B que o comerciante era tranquilo e que, após a pandemia, passou a abrir o bar por menos tempo. Ele relembrou ainda o momento em que encontrou o irmão ferido.

“Meu irmão era um ser humano bom, calmo, não tinha encrenca com ninguém. Não sei exatamente quantas facadas ele recebeu, mas quando o encontrei, vi que havia uma perfuração na barriga. Acredito que foram mais, porque havia muito sangue. Quem fez isso precisa conhecê-lo para agir desse jeito, abrir o portão daquela forma”

complementou o irmão.