Um homem foi preso nesta quinta-feira (12) em Curitiba suspeito de integrar uma quadrilha que vendia anabolizantes e medicamentos falsificados na capital paranaense. A prisão ocorreu após a denúncia de uma vítima que teria comprado um remédio emagrecedor adulterado.

Medicamentos e anabolizantes apreendidos pela polícia em investigação contra quadrilha em Curitiba
Polícia apreendeu medicamentos e anabolizantes falsificados que seriam vendidos ilegalmente em Curitiba. Foto: Kainan Lucas/Banda B.

De acordo com a delegada Aline Manzatto, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Saúde, a mulher passou mal após consumir o produto e começou a suspeitar da procedência do medicamento.

“Depois da compra, ela passou muito mal. Ela verificou que tratava-se de um produto com alguns indícios de falsificação. A vítima conversou com o vendedor e houve uma discussão entre eles. O autor passou a ameaçar a vítima. O indivíduo preso conseguiu o celular da filha da vítima e passou a ameaçar toda a família”, explicou a delegada.

Investigação descobriu esquema de medicamentos ilegais

A partir da denúncia, a Polícia Civil do Paraná iniciou uma investigação e descobriu que o suspeito fazia parte de uma quadrilha responsável por trazer medicamentos ilegais do Paraguai para vender em Curitiba.

Segundo a polícia, os integrantes do grupo viajavam até o país vizinho para buscar anabolizantes e remédios falsificados, que depois eram comercializados de forma clandestina.

“Há duas semanas, nós conseguimos prender outros três integrantes da quadrilha. Foram encontradas diversas medicações no valor de R$ 80 mil. Nesta quinta-feira conseguimos cumprir o terceiro mandado de prisão contra o homem preso”, acrescentou a delegada.

O suspeito preso vai responder por falsificação de medicamentos, contrabando e extorsão.

Vítima relatou ameaças após denunciar o caso

O advogado Igor Ogar, que representa uma das vítimas, destacou a gravidade do caso.

“É uma situação muito grave, principalmente pelo fato dessa pessoa ser recorrente no mundo das ilicitudes. Diante dos elementos de prova e da investigação, a pena pode chegar a 15 anos. É uma ameaça à saúde pública como um todo. Essas medicações podem resultar em complicações muito graves”, afirmou.

Uma das vítimas relatou que decidiu procurar a polícia após começar a receber ameaças.

“Esse indivíduo me vendeu um produto que eu imagino seja falsificado, já que eu passei muito mal, com sintomas parecidos de infecção intestinal. Não paguei a totalidade do produto, descobri que ele conseguiu o telefone da minha filha e passou a ameaçar a minha família. Por isso procurei a delegacia para colocar esse marginal atrás das grades”, disse a mulher, que preferiu não se identificar.

Agora, as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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