O síndico de um condomínio no bairro Atuba, em Curitiba, que também é policial militar, decidiu se manifestar após a repercussão de um vídeo em que aparece sacando uma arma durante uma briga, ocorrida no último domingo (8), com convidados de uma moradora do residencial.
Segundo o próprio síndico, a confusão começou durante uma confraternização que teria provocado diversas reclamações de moradores ao longo do dia por causa de som alto e barulho.

“Durante todo o dia era caixa de som, volume alto, gritaria, algazarra, bebedeira fora do espaço que é limitado para isso. Os moradores todos indignados reclamando no grupo”, afirmou ao repórter João Gimenes, da Ric RECORD.
Ele também disse que o porteiro tentou resolver a situação antes que o problema escalasse. “O porteiro ligou cinco vezes na unidade da moradora responsável pelo evento solicitando que fosse mais comedido. Os moradores já falavam em chamar o 190”, relatou.
Sem conseguir contato inicialmente, o síndico afirma que tentou falar diretamente com a responsável pela festa.
“Por volta das 15h liguei para ela e não atendeu. Depois mandei mensagem dizendo que, se persistisse a bagunça, eu acionaria uma viatura e poderia encaminhá-la à delegacia por perturbação do sossego”, disse.
Situação teria saído do controle após ameaças
De acordo com ele, ao chegar ao local para conversar, a situação saiu do controle após alguns convidados reagirem de forma agressiva.

“Tentamos conversar por uns 15 minutos. Até que alguns convidados começaram a jogar lata de cerveja. Um deles me agrediu com um soco e essa mesma pessoa chegou a pegar uma faca, sendo contido por outros”, relatou.
O síndico afirma que sacou a arma por estar sendo agredido e por ser policial militar. “Naquele momento eu estava sofrendo agressão. Por ser policial, a gente anda armado 24 horas. A lei permite fazer a defesa. Em nenhum momento revidei agressão”, declarou.
Funcionários do condomínio também confirmaram o clima de tensão durante a tarde. Um zelador disse que o síndico foi ao local mais de uma vez tentar resolver o problema.
“Por três vezes ele foi ao local falar sobre o som e jogaram latas de cerveja na direção dele”, contou. Outra moradora afirmou que a situação já havia fugido do controle. “Estava uma baderna. O pessoal já tinha reclamado e estava uma brigaiada. Foi bem feio”, disse.
Após o episódio, o condomínio informou que pretende ingressar com ações cíveis e criminais contra as pessoas envolvidas na confusão.
Moradora revela que vinha sendo ameaçada
A moradora responsável pela confraternização afirma que ela já vinha sendo “perseguida” pelo sídico há alguns dias.
“Ele começou a me difamar em todos os grupos do condomínio, me deu cinco multas, ele já estava me perseguindo antes, e agora eu estou totalmente ameaçada e com medo. Eu já peguei advogado e vou fazer uma medida protetiva, porque eu não me sinto segura. Eu moro aqui sozinha com três crianças.”

A mulher conta que achou que a situação teria se resolvido após cessarem o barulho. Mas o homem foi até o local e a confusão começou.
“Ele começou a falar comigo muito agressivo e me xingando. Eu fiquei falando de uma maneira baixa, porque eu vi que ele estava alterado, fiquei com medo de alterar a minha voz e piorar a situação. Só que nisso ele chegou mais perto de mim e começou a dar de dedo na minha cara”, conta.
Moradores defendem síndico e criticam vizinha
Moradores do condomínio contestaram a versão da moradora responsável pela confraternização. Um dos moradores, que pediu para não ser identificado, afirmou que a organizadora do evento teria levado cerca de 40 convidados para um espaço com capacidade aproximada para 20 pessoas.
“A moradora colocou muito mais pessoas do que o permitido no salão, chegando a cerca de três vezes a capacidade suportada. Durante toda a tarde houve barulho excessivo e comportamento desrespeitoso.”
De acordo com ele, funcionários do condomínio teriam tentado intervir antes da chegada do síndico. Outro morador relata que a portaria e o zelador fizeram oito tentativas de contato para que baixassem o som, mas os pedidos não foram atendidos.
“Ela foi notificada diversas vezes pelo segurança e pelo porteiro sobre o excesso de pessoas e o desrespeito às regras. Alguns convidados ainda chegaram a ameaçar e debochar dos funcionários.”disse.
Após a confusão, testemunhas acionaram a polícia, e quatro viaturas chegaram ao local. Ainda de acordo com as informações dos moradores, alguns dos que estavam na festa retornaram para a churrasqueira depois do ocorrido.
Os moradores dizem que os registros completos poderão ajudar a esclarecer o que aconteceu. A Banda B continua com o espaço aberto para novos esclarecimentos sobre o caso.
Veja o momento da confusão
📲 Não perca nenhuma notícia! Siga o Instagram da Banda B e receba as atualizações direto no seu feed. Clique aqui!