A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito policial que apurava o homicídio de uma criança de apenas três anos, no dia 29 de setembro, às margens da BR- 277, no limite entre Curitiba e Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. A mãe do menino, Caroline Carrilho Correia, 29, foi indiciada por homicídio qualificado por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima.

O delegado responsável pela investigação, Nasser Salmen, afirmou em entrevista à Banda B que não conseguiu entender as motivações do crime. “Eu também investiguei as redes sociais dela e visualizei momentos de ternura e muito amor entre ela e o filho. Não consegui entender o que levou ela a praticar o homicídio. Não entendi a razão”, disse o delegado.

Caroline prestou depoimento à Polícia Civil na tarde da última quinta-feira (1). Demonstrando frieza, ela optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório ocorrido na Central de Flagrantes de Curitiba. Questionada extraoficialmente por Salmen, porém, ela admitiu o crime.

Separação

O delegado ainda comentou que o marido de Caroline e pai da criança, foi ouvido e relatou que estava em processo de separação. “O marido foi ouvido e disse estar em processo de separação com ela, mas existem alguns fatores nos bastidores que prefiro não falar agora. Eu estaria dando juízo de valor à situação e não estou aqui pra isso”, explicou.

Isaac em foto das redes sociais

Salmen ainda aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) sobre a sanidade mental da acusada e a causa da morte da criança.

O caso

O crime aconteceu na tarde do dia 29 de setembro, no limite de Curitiba com Campo Largo, na região metropolitana.

Para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ela confessou o crime. “Na terça-feira, nós fomos chamados para uma tentativa de suicídio e encontramos a mulher já sendo atendida pelo Siate. Lá, os policiais a indagaram sobre o ocorrido e se ela estaria acompanhada, então quase que imediatamente confessou ter matado o filho. Encontramos a criança dentro de um saco na mata próxima e mantivemos a custódia até o momento”, explicou o policial rodoviário federal Maciel.