A Polícia Civil descartou qualquer hipótese de que a morte do diretor da Prefeitura de Curitiba, Augusto Meyer Neto, tenha sido um homicídio e trata o assassinato como latrocínio (roubo seguido de morte). A informação foi revelada pela delegada Tathiana Guzella, nesta terça-feira (31), com o complemento de que as investigações sobre o caso vão sair da Divisão de Homicídios (DHPP) para uma delegacia da área patrimonial.

Embora tenha dito que as investigações vão sair da DHPP, Guzella reforçou que o trabalho está sendo feito em conjunto com a divisão patrimonial desde o início.

“Em consenso com a equipe, não foi localizado nenhuma motivação idônea ou mesmo algum indício de que este caso se tratou de um homicídio. Motivo pelo qual nós tenhamos indicativos fortes de que tenha ocorrido um latrocínio. Por esta razão, nós estamos encaminhando o inquérito policial para ser seguido à outra delegacia”, falou.

Há duas delegacias em Curitiba responsáveis por investigar o patrimônio: Furtos e Roubos (DFR) e Furtos e Roubos de Veículos (DFRV). Questionada para qual delas as investigações serão encaminhadas, Guzella disse que ainda será definido.

“Esta informação apenas o chefe da divisão poderá definir. Tudo o que alcançamos, e outras informações que estão chegando, será encaminhado a esta nova delegacia”, reforçou.

Suspeitas sobre familiar

A Banda B apurou a existência de um boletim de ocorrência de Neto contra um familiar por ameaça. Este familiar foi convidado para falar sobre sua relação com o então diretor da prefeitura à polícia nos próximos dias, mas não chegou a ser intimado a prestar depoimento.

“Ele será ouvido ao longo das investigações, não há dúvida nenhuma. Mas, já esta confirmado, que ele se encontrava em outro local no momento do crime e também não achamos outros indícios que pudessem gerar uma motivação para tratarmos este caso como homicídio”, destacou Guzella.

Trio de ladrões segue sendo procurado

A polícia ainda não sabe precisar se o objetivo dos ladrões que mataram Augusto Meyer Neto estava em roubar o dinheiro escondido em um compartimento embaixo de um banco do veículo.

“Não sabemos se os autores do crime tinham conhecimento do compartimento dentro do veículo, mas nós temos a informação de que era costume da vítima portar um grande valor em dinheiro. Além disso, ela efetuava pagamentos com quantias em espécie”, explicou.

“Isso pode ter chamado a atenção dos criminosos ou mesmo pode ter sido repassado essa informação a pessoas do cotidiano da vítima que podem ter sido repassadas aos autores”, continuou.

Tathiana Guzella DHPP
Tathiana Guzella. Foto: Djalma Malaquias/Banda B

As investigações apontam que a vítima reagiu com uma faca contra os autores do crime. Além disso, os suspeitos estariam ocupando um Gol, de cor vermelha. “Acreditamos que estavam três pessoas dentro do veículo”, relembrou a delegada.

Os investigadores pedem informações que levem ao encontro dos suspeitos pelo número 0800 643 11 21. As denúncias podem ser anônimas.