O diretor da Prefeitura de Curitiba, Augusto Meyer Neto, de 61 anos, morto no bairro Santa Cândida, na noite deste domingo (29), tinha o hábito de reagir a assaltos, o que teria ocorrido pelo menos duas vezes. A informação foi revelada pela delegada Tathiana Guzella, da Divisão de Homicídios (DHPP), em entrevista na manhã desta segunda-feira (30). Ela citou ainda que uma quantia em dinheiro, que estaria embaixo do banco na caminhonete da vítima, não chegou a ser levada pelos supostos ladrões. Porém, existe a hipótese que o dinheiro poderia ser o objetivo dos bandidos.
“O dinheiro não foi mexido, a família encontrou o dinheiro. Nós temos a possibilidade de que os ladrões sabiam desta informação”, iniciou.

Apesar de fugirem sem levar nada, a tentativa do roubo seguido de morte já caracteriza um latrocínio. A delegada destacou que pessoas serão ouvidas e os investigadores buscam outras imagens para tentar cravar qual foi o crime que ocorreu.
“A polícia investiga todas as possibilidades. Nós estamos verificando, antes de chegar a alguma conclusão, para verificar se houve mesmo um latrocínio ou se nós estamos diante de um homicídio. A princípio, segundo as pessoas ouvidas, as filmagens já conseguidas, nós acreditamos que seja um latrocínio”, completou.
Histórico de reação a assaltos
Meyer Neto, de acordo com Guzella, tinha o hábito de reagir a assaltos, mesmo àqueles que eram à mão armada.
“Em um deles, a vítima saiu bem sucedida. No segundo, o engenheiro apanhou e levaram o veículo. Ou seja, nós acreditamos que, nessa tentativa de assalto, esta seja uma linha bem possível”, observou a delegada.
Irmão cita ameaça a Neto; delegada diz que possibilidade será investigada
Uma informação apurada pela Banda B é que, no último dia 12 de abril, Meyer Neto registrou um boletim de ocorrência (BO) de ameaça contra um familiar. Porém, a polícia não confirma, até o momento, se há alguma relação com o suposto assalto. Guzella também falou sobre a situação.
“Ele (Neto) continuava frequentando a casa deste familiar mesmo depois desta ameaça. Ele buscava pertences com a filha, visitava a filha, e o inverso também. Ao que tudo indica, nós estamos apenas diante de uma briga de família, mas, ainda sim, esta é uma das verificações que nós estamos fazendo”, destacou.
Altair Margraef, irmão do diretor e que acompanhava a vítima no momento da sua morte, já prestou depoimento formal à DHPP. Novas testemunhas devem ser chamadas nos próximos dias.
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