Dois meses após o assassinato do professor e músico Fabio do Amaral Calegari, de 40 anos, a Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava o caso. A vítima foi executada com 13 tiros no dia 15 de março, em uma rua do bairro Sítio Cercado, em Curitiba (PR).

Apesar de duas pessoas terem sido presas ainda em março sob a suspeita de envolvimento no crime, o delegado que apurava o caso divulgou a informação sobre as detenções somente nesta sexta-feira (17).

Inquérito sobre execução de professor em Curitiba é concluído, mas série de lacunas expõe dúvidas sobre crime
O professor e músico Fábio do Amaral Calegari, morto a tiros em março, em Curitiba – Foto: Reprodução/Redes sociais

Um dos suspeitos tem 32 anos, e o outro, 19. O mais velho, diz a polícia, foi o responsável por dirigir o carro e perseguir o professor até o local onde ele foi morto. O mais jovem, por outro lado, seria o autor dos 13 tiros. Embora o inquérito tenha sido concluído, ainda não se sabe qual é a motivação do crime.

“Não temos categoricamente a motivação do crime, mas sabemos que eles [suspeitos] conseguiram um veículo roubado no final de fevereiro. A partir da aquisição do carro roubado, eles vigiaram e fizeram uma emboscada contra a vítima próximo à casa dela”, explicou o delegado Victor Menezes à Banda B.

Como mostrou a reportagem à época, o professor foi assassinado em um trecho da rua Izaac Ferreira da Cruz, por volta das 7h. Os criminosos teriam parado o carro ao lado do veículo da vítima e disparado contra ela.

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Polícia ainda não sabe o porquê de o professor ter sido morto – Foto: Antônio Nascimento/Banda B

Imagens obtidas pela Polícia Civil mostram os suspeitos vigiando a vítima e a perseguindo em algumas ruas da capital paranaense. O carro dirigido pelos criminosos era um Chevrolet Spin. “Houve uma emboscada, um ataque surpresa”, disse Menezes.

Questionado se há a possibilidade de a execução ter sido encomendada e, consequentemente, existir um mandante, o delegado disse que não descarta tal hipótese. “Até o momento, não podemos afirmar se há um mandante porque não conseguimos estabelecer um vínculo entre a vítima e os autores. Existe essa possibilidade, mas pode ser que a vítima tenha sido confundida”, revelou.

Durante os interrogatórios, contudo, a dupla negou ter envolvimento com o crime. Em alguns momentos, diz o delegado, eles optaram por se manter em silêncio ou “trouxeram elementos de difícil demonstração, que não são possíveis confirmar”.

“Possivelmente, eles mentiram sobre tudo o que foram perguntados”, expôs Menezes. “A dinâmica do crime por si só já serve para qualificar o homicídio. Eles praticaram o crime com covardia.”

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