A família de Cristiano de Lara Castilho, de 30 anos, motociclista morto durante uma perseguição policial em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), questionou a conduta dos policiais militares envolvidos na ação em entrevista recente à RICtv.

O caso aconteceu no dia 16 de maio, quando a viatura do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) bateu na moto conduzida por Cristiano e capotou. O cabo Esmaile Pires da Silva, de 43, foi ejetado do veículo e também morreu no local.

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Cristiano de Lara Castilho, de 30 anos. Foto: Reprodução/ RICtv

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a viatura atinge a motocicleta na Rua Professor Antônio Rodrigues Dias. De acordo com a Polícia Militar, a perseguição começou após o motociclista fugir de um cerco montado durante uma operação contra a criminalidade na Região Metropolitana.

Em entrevista à repórter Simone Giacometti, da RICtv, uma parente que preferiu não se identificar afirmou que Cristiano não tinha antecedentes criminais e que a única irregularidade era a falta de habilitação para conduzir motocicleta. Ele estava voltando do trabalho quando aconteceu o acidente.

“Ele toda vida foi uma pessoa trabalhadora, sempre se virou para ter o dele, nunca tirou nada de ninguém. Nunca se envolveu em nenhum tipo de crime. Ele estava guardando dinheiro para acrescentar a categoria de moto na Carteira Nacional de Habilitação, porque hoje em dia não é fácil tirar uma carteira, é muito caro. Mas ele nunca recebeu multa e os impostos da moto estavam pagos”

afirmou a familiar.

Os familiares também questionaram a forma como a abordagem policial foi conduzida

“Eles foram realmente com intenção de matar. Porque se fosse realmente só uma parada, eles podiam muito bem dar um tiro na roda, dar um tiro nas costas dele, como eles são treinados para isso”

disse.

Cristiano era casado, trabalhava como pedreiro e dava aulas de artes marciais. Ainda de acordo com a família, os pertences do rapaz desapareceram após o acidente.

“Eu espero justiça e espero que devolvam as coisas dele. Colocaram lá que ele não foi identificado sabendo que tinha o documento dele dentro da carteira, tinha dinheiro, relógio que sumiu do pulso, celular que sumiu. Até agora ninguém disse nada”

complementou a parente.

O que diz a PM

A RICtv entrou em contato com a Polícia Militar para saber qual procedimento está feito nesse caso. Em nota, a corporação informou que “um procedimento investigatório apura todas as circunstâncias e desdobramentos do fato”.

Veja o vídeo do acidente

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