Cinco anos após sofrer um atentado a tiros em Curitiba, o ex-diretor de tecnologia Guilherme Grabarski, de 29 anos, segue em recuperação das sequelas deixadas pelo crime. Ele foi baleado em abril de 2021, pouco depois de sair da empresa onde trabalhava com investimentos em criptomoedas. Até hoje, ninguém foi condenado pelo ataque.

Foto mostra jovem ex-diretor de empresa de bitcoins, que sobreviveu a atentado em Curitiba.
Vítima ficou dois meses internado. Um dos tiros atingiu a cabeça, e afetou a capacidade de fala do homem. Foto: Reprodução/Ric RECORD/Banda B

Na época, Guilherme ocupava um cargo de direção em uma empresa ligada ao empresário Francisley Valdevino da Silva, conhecido como “Sheik dos Bitcoins”, que posteriormente foi condenado por fraudes milionárias.

Segundo a investigação, o atentado aconteceu minutos após a vítima deixar o trabalho. Criminosos em um carro roubado perseguiram o veículo de Guilherme e efetuaram diversos disparos. Ele foi atingido por cerca de 10 tiros. As informações são da Ric RECORD.

Ex-funcionário do “Sheik dos Bitcoins” se recupera de atentado em Curitiba

O pai de Guilherme, Emerson, relembra o momento em que viu o filho internado em estado grave. 

“Chegar na UTI e ver o seu filho lá, respirando com a ajuda de aparelhos, recebendo notícias do médico de que o caso era grave, é um impacto muito grande.”

contou.

Guilherme ficou quase dois meses hospitalizado e, atualmente, segue a recuperação em casa. Um dos tiros atingiu a cabeça, o que deixou sequelas e dificuldades na fala. A família acredita que o crime tenha relação direta com a atuação profissional da vítima. 

“Existem linhas de investigação que falam sobre isso. É uma questão que o Ministério Público está fazendo, não temos acesso. Nas investigações ficou claro que o Guilherme não tem absolutamente nada a ver com o que aconteceu.”

disse o pai.

Em depoimento, o próprio Francisley afirmou que Guilherme teria comentado dias antes do atentado que havia identificado possíveis irregularidades dentro da empresa.

Meses depois do atentado, um homem chegou a ser preso por suspeita de ter comprado o carro usado no crime, mas hoje está em liberdade. Desde então, não houve novas prisões.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) chegou a arquivar o inquérito, porém o Ministério Público do Paraná (MPPR) pediu a retomada das investigações. Atualmente, a Divisão de Homicídios busca novas pistas para tentar identificar os responsáveis.

A família mantém a expectativa de que os autores do atentado sejam identificados e responsabilizados. 

Relembre o atentado a tiros contra ex-diretor de bitcoins em Curitiba

O crime aconteceu na noite de 6 de abril de 2021, na região do bairro Campo Comprido. Guilherme dirigia um Audi A4 quando foi surpreendido por ocupantes de um carro, que começaram a atirar.

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Foto: Banda B

De acordo com a polícia, os suspeitos usavam um veículo roubado e com placas clonadas. Eles iniciaram os disparos em uma via próxima ao terminal do bairro e perseguiram a vítima por algumas quadras, efetuando mais tiros.

Mesmo ferido, Guilherme foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital Evangélico Mackenzie.

A reportagem da Banda B entrou em contato com a Polícia Civil do Paraná (PCPR) para obter informações sobre as investigações do caso. Caso haja manifestação, esta reportagem será atualizada.

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