A investigação sobre a falsa operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em Curitiba, no Sítio Cercado, ganhou um novo capítulo após a identificação de um corpo encontrado boiando no lago Acaraí, em Cidade do Leste, fronteira de Foz Iguaçu com o Paraguai: Kaique Ricardo, apontado pela polícia como um dos integrantes do grupo criminoso.

O corpo foi encontrado boiando na água e sem sinais aparentes de ferimento. Inicialmente, a identificação foi dificultada por causa de uma tatuagem no braço, o que levou autoridades paraguaias a confundirem o morto com um criminoso local. As informações são da Ric RECORD.
No entanto, após dias de apuração, a polícia brasileira confirmou que se tratava de Kaique Ricardo, considerado foragido do Sítio Cercado. O corpo foi encontrado treze dias depois da ação, ampliando o mistério em torno do caso que já envolve sequestro, morte e corrupção policial.
Falsa operação do Gaeco terminou em sequestro e morte
A chamada falsa operação do Gaeco, no Sítio Cercado, começou quando homens vestidos como agentes invadiram uma casa que estava sendo monitorada. Durante a ação, eles sequestraram Lucas Joaquim, que foi encontrado morto horas depois.
Segundo as investigações, os invasores queriam descobrir onde estavam drogas e armas roubadas dias antes. A carga teria vindo do Paraguai e estava em caminhões parados pela Rotam (Rondas Ostensivas Tático Móvel/Motorizadas) às margens da rodovia em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
De acordo com a conclusão da Corregedoria da Polícia Militar, a carga desapareceu após três carros ajudarem policiais no descarregamento. A Justiça já determinou o afastamento de três policiais identificados no caso: dois cabos e um soldado.
Carga milionária teria sido desviada pelos policiais
Ainda segundo a investigação, os policiais simularam uma apreensão, mas apresentaram apenas 30 quilos de droga e dois fuzis. Entretanto, o caminhoneiro preso revelou outra realidade.
Ele afirmou que a carga original era muito maior: 300 kg de crack e cinco fuzis, avaliados em aproximadamente R$ 4,5 milhões.
Polícia identifica integrantes do grupo
A Divisão de Homicídios identificou os principais nomes ligados ao bando, no total são quatro pessoas envolvidas no crime.
Douglas Hartkoff, conhecido como Anão, apontado como cabeça da organização, considerado foragido da Justiça; Diego Cabral, o Cobra, foi preso; e Iuri Lobo, que morreu em confronto com a Rone dias depois da falsa operação.
Agora, a lista conta com mais um nome, o de Kaique Ricardo, encontrado morto com o corpo boiando em um lago no Paraguai.
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