O jovem Lucas Joaquim, de 27 anos, encontrado morto nesta segunda-feira (10) na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) após ter sido levado por falsos agentes do Gaeco, foi torturado durante horas e pode ter sido assassinado por vingança. A vítima foi retirada de casa durante a madrugada, no bairro Sítio Cercado, e encontrada morta horas depois.
Segundo informações obtidas pelo repórter Tiago Silva, da Ric RECORD, uma das linhas de investigação da Polícia Civil aponta que o crime pode ter sido motivado por vingança. Lucas havia sido acusado de homicídio em 2020, também no Sítio Cercado, mas acabou absolvido por falta de provas. Ele também tinha passagens por furto e roubo.
Imagens registradas por câmeras de segurança mostraram o momento em que ao menos três homens armados, usando toucas e coletes com a inscrição “Gaeco”, invadiram a casa de Lucas. Eles renderam o jovem e dois amigos que estavam em um carro. Em seguida, levaram as vítimas para dentro da casa.
O Balanço Geral teve acesso à casa onde Lucas foi mantido em cárcere e agredido antes de ser levado para a CIC. O local estava com manchas de sangue por vários cômodos.
O corpo dele foi encontrado durante a madrugada, na rua Osvaldo Ferreira dos Santos, na CIC, como mostrou a Banda B. Ele tinha marcas de agressão nas costas e nas nádegas, além de sinais de que havia sido amarrado. A distância entre a casa dele e o local onde foi encontrado morto é de aproximadamente 10 quilômetros.
A família contou à Ric RECORD que o jovem trabalhava com venda de carros e deixa duas filhas: uma bebê de 7 meses e outra menina de 5 anos.
“Na verdade, a gente não sabe o que esperar. Estamos sem saída e sem o que fazer. Perdidos. Ele contaria [se tivesse sido ameaçado]. A gente chegou na casa e tinha muito sangue. Olhamos nas câmeras e vimos que eles estavam com o uniforme do Gaeco. Mas não deu pra ver os rostos porque estava tudo tampado. Foi tudo premeditado”, disse uma familiar do jovem.
Em nota enviada à Banda B, o Ministério Público do Paraná (MPPR) enfatizou que as roupas usadas pelos bandidos são falsas. “O caso é investigado pela Polícia Civil, com acompanhamento do MPPR. Desde já, é possível esclarecer que não se trata de integrantes do Gaeco, e sim de pessoas que usaram o nome do grupo para cometer crimes”, explicou o órgão.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A autoria e motivação do crime seguem desconhecidas.