Raphael Suss Marques foi condenado a mais de 32 anos de prisão pela morte da fisiculturista e personal trainer Renata Muggiati. O resultado, na madrugada desta sexta-feira (10), veio depois de dois dias de julgamento marcados pela defesa colocando em xeque o trabalho feito pelo Instituto Médico-Legal de Curitiba (IML) e o Instituto de Criminalística.
Apesar disso, o protagonismo do júri de Raphael Suss Marques ficou com Marcelo Balzer, promotor de Justiça responsável por atuar na acusação do réu. Neste caso, além disso, ainda teve a função de fazer com que a credibilidade das instituições citadas não fosse perdida.

Após a decisão, Balzer considerou que o trabalho da perícia, dos médicos legistas e da Polícia Civil foi primordial para que o crime fosse desvendado. Isso porque a tese inicial era de suicÍdio.
“O trabalho do IML foi impecável. Houve críticas, vieram pessoas de fora falar mal do nosso Instituto de Criminalística, nós temos que honrar as nossas instituições, e não denegri-las”.
Ao todo, foram oito anos de espera até que esse dia, do julgamento, chegasse. Segundo o promotor, tudo isso fez do caso um processo difícil e cansativo.
“Muito cansativo, oito anos trabalhando, praticamente desde o dia em que o corpo de Renata foi encontrado. Muitos recursos, muitos embargos e declarações, mas finalmente chegamos ao dia do julgamento e expusemos à sociedade, inclusive e principalmente à magistrada, todas as questões que tinham no processo”.

O júri foi composto por sete jurados, cinco mulheres e dois homens, que tiveram papel importantíssimo no resultado, afinal foram eles que decidiram pela condenação. A juíza determinou a sentença a partir disso.
“A sociedade soube entender as provas, a magistrada acolheu todas as manifestações e acho que esse é um recado. A sociedade aqui é representada pelo conselho de sentença, dizendo que a punição exemplar é o meio de parar com a morte de mulheres. O trânsito mata, os homens matam, mas se nada for feito, isso não tem parada, então o Tribunal do Júri está de parabéns”.
O advogado de Raphael Suss Marques, Edson Abdala, não se manifestou sobre a decisão do júri.
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