Maria Cristina Lobo de Oliveira, de 37 anos, carrega no peito uma dor que sabe que sentirá para sempre. No dia cinco de novembro de 2008, a filha dela, Rachel Genofre, foi encontrada morta dentro de uma mala na Rodoviária de Curitiba. Nesta segunda-feira (5), em memória da filha, Maria Cristina realiza manifestações na capital.

Organizado pela Frente Feminista pelas redes sociais, os atos pedem justiça pela morte de Rachel e de tantas outras mulheres que permanecem sem resolução. No início da manhã de hoje, um ato simbólico marcou a data. Flores foram colocadas nas grades do Instituto Estadual de Educação do Paraná, local onde a menina estudava e foi vista pela última vez com vida. Às 17h, está agendada uma manifestação na Rodoferroviária de Curitiba. O grupo reivindica que o local tenha o nome de Rachel.

Corpo de Rachel foi encontrado em 5 de novembro de 2008 (Foto: Reprodução)

Segundo a mãe de Rachel, a intenção é pedir por Justiça no caso. “Até hoje vivo com uma situação de desespero, recordações tristes. O ruim é ver que casos assim continuam acontecendo e que não há política de prevenção. A Segurança Pública deveria trabalhar para evitar isso. Eu acredito que houve uma comoção momentânea, mas hoje a impressão que tenho é que caiu no esquecimento”, disse em entrevista à Banda B.

De acordo com Maria Cristina, é preciso preservar a memória de Rachel. “Lembro muito do amor dela, sinto o abraço e isso ainda é muito evidente para mim. Por isso, estamos buscando esse pedido para que a Rodoviária tenha o nome da Rachel. Procure no Facebook a pagina Justiça para Rachel Genofre e assine a petição”, afirmou.

Por fim, Maria Cristina acredita ainda na possibilidade de encontrar o criminoso. “Tenho essa necessidade e preciso alertar a sociedade sobre os monstros que estão à solta. Infelizmente, não conseguimos avançar como gostaríamos, mas estamos fazendo a nossa parte, para que crimes assim não aconteça. Infelizmente, pela Rachel não posso fazer mais”, concluiu.

O caso

No final da tarde do dia 03 de novembro de 2008, a menina Rachel Genofre deixava o Instituto de Educação, no Centro de Curitiba, após o término das aulas. O tchau dado pela garota aos colegas de classe é a última lembrança que se tem de Rachel ainda viva. O corpo da garota, morta por esganaduras no pescoço, só foi encontrado dois dias depois, na noite do dia 05, dentro de uma mala abandonada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba. Vários delegados já passaram pelo caso e três suspeitos já foram presos, mas até hoje o caso não foi solucionado.