O Caso das Esmeraldas, um dos processos criminais mais comentados dos últimos anos em Curitiba, voltou ao centro das atenções, nesta quinta-feira (22), após decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Os desembargadores confirmaram o resultado do júri popular, que absolveu Bruno Ramos Caetano, empresário que era apontado como o suposto mandante dos homicídios ocorridos em um posto de combustíveis no bairro Batel. A decisão mantém integralmente o entendimento dos jurados, que afastaram a tese de que o crime teria sido motivado por uma dívida envolvendo pedras preciosas.

Além de confirmar a absolvição de Bruno, o julgamento trouxe novas reviravoltas. Na mesma sessão, o TJ-PR anulou o julgamento de André Bueno de Souza, um dos acusados de executar o crime, determinando a sua imediata soltura para que ele aguarde um novo júri em liberdade. O outro réu, Ilson Bueno de Souza Junior, já respondia ao processo fora da prisão. Ambos eram apontados pela acusação como os executores.
Para a defesa de Bruno Caetano, a decisão representa o reconhecimento definitivo de uma acusação considerada frágil desde o início.
“Essa acusação já nasceu cheia de falhas. Desde o começo faltou cuidado, faltou checagem e sobraram conclusões apressadas. A decisão de hoje confirma aquilo que o Tribunal do Júri já tinha percebido: que não havia base para essa acusação”
afirmou o advogado Cláudio Dalledone Júnior.
A defesa de André Bueno também comemorou a decisão que anulou o julgamento.
“O Tribunal de Justiça anulou o julgamento a pedido da defesa, e mandou fazer um novo julgamento para o acusado André, que era o único que continuava preso, mandando inclusive expedir um alvará de soltura. Agora, André solto vai aguardar um novo julgamento”
explicou o advogado Nilton Ribeiro.

Caso das Esmeraldas
O processo ficou conhecido como “Caso das Esmeraldas” por investigar a suposta existência de um esquema envolvendo pedras preciosas, que teria motivado dois homicídios dentro de um posto de combustíveis no bairro Batel, área nobre de Curitiba.
Segundo a investigação inicial, um ourives teria contratado o advogado Igor Kalluf e um segurança para fazer ameaças e cobrar de Bruno Caetano uma suposta dívida de R$ 500 mil em esmeraldas. Sem entender a origem da cobrança, Bruno foi até o local para tentar esclarecer a situação e, por precaução, levou duas pessoas com ele.
Durante o encontro, uma discussão teria se iniciado e terminou de forma trágica: o advogado e o segurança foram baleados pelos homens que acompanhavam Bruno. A partir disso, o empresário passou a ser apontado como mandante do crime, acusação que foi afastada pela segunda instância da Justiça.
Com a decisão do TJ-PR, a absolvição de Bruno Ramos Caetano está mantida, enquanto os demais acusados aguardam novos desdobramentos judiciais.