Os jurados responsáveis por definir o destino dos sete réus pela morte do jogador Daniel Corrêa Freitas terão que responder 140 quesitos determinados pelo juiz Thiago Flores Carvalho sobre os acusados. A sentença deve ser proferida nesta quarta-feira (20), no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Não há prazo para a deliberação dos jurados.

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Foto: Lucas Sarzi – Banda B

Quatro mulheres e três homens fazem parte do Conselho de Sentença. Eles foram sorteados dentre 160 pessoas na última segunda-feira (18).

Os jurados devem responder cada pergunta com “sim” ou “não”. Há ainda questionamentos a eles sobre absolvição em todos os crimes. No caso de Edison Brittes ainda há uma pergunta sobre o que causou a morte de Daniel.

Após a votação, o juiz redige a sentença e, no caso de os réus serem considerados culpados, elabora a dosimetria, que é a duração da pena.

Réus

Dentre os sete acusados, dois estão presos. Edison Brittes Junior é réu confesso e responde por homicídio, qualificado pelo motivo torpe, pelo emprego de tortura ou cruel, e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima, ocultação de cadáver e fraude processual. Eduardo Henrique da Silva responde pelos mesmos crimes. Ele chegou a ganhar o direito de responder ao processo em liberdade em 2019, mas voltou para a prisão em 2020 após participação em outro crime, um roubo ocorrido em Foz do Iguaçu.

Outros três réus respondem por homicídio qualificado, mas estão em liberdade: Ygor King, David Willian Vollero Silva e Cristiana Brittes. A última chegou a ter a acusação de homicídio negada em primeiro grau, decisão que foi revertida pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

Allana Brittes, jovem que completava aniversário e realizou a festa onde Daniel foi morto, responde por fraude processual e coação no curso do processo. Já Evellyn Brisola Perusso foi denunciada por fraude processual. Ela também chegou a ser presa novamente durante o processo, por tráfico de drogas.

O crime

Com passagens pelo São Paulo e Coritiba, Daniel Corrêa Freitas veio a Curitiba para participar da festa de aniversário de 18 anos da amiga Allana Brittes, filha de Edison Brittes Junior, em uma casa noturna de Curitiba, em 26 de outubro de 2018. Após a balada, o jogador aceitou o convite para esticar a comemoração na casa da Família Brittes, junto de outras dez pessoas, em São José dos Pinhais.

Segundo a Polícia Civil, o conflito com Edison teria sido motivado por fotos e áudios enviados por Daniel em um grupo de amigos no WhatsApp. Nas mensagens, o jogador se vangloriava por estar na cama deitado ao lado de Cristiana Brittes, esposa do dono da casa.

Conforme as investigados, após saber das mensagens, o empresário deu início ao espancamento de Daniel e teve a ajuda de outros convidados da festa. O jogador só sairia da casa dentro do porta-malas de um carro. Foram 11 quilômetros de distância até a plantação de pinus, na Colônia Mergulhão, região rural de SJP, onde o corpo foi encontrado por um morador na manhã de 27 de outubro de 2018.

Conforme os laudos da Polícia Científica, Daniel foi parcialmente decapitado e teve o pênis decepado.

A investigação afirma ainda que, dois dias depois do crime, Edison se encontrou com os outros seis envolvidos em um shopping para combinar a versão que seria dada à polícia. A história não convenceu e o empresário acabou confessando o assassinato e sendo preso na mesma semana.

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Jurados respondem 140 perguntas para definir se réus pela morte do jogador Daniel são culpados

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