Uma equipe da Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (6), busca e apreensão na casa onde moravam Franciele Gusso Rigoni, 35 anos, e o marido Adair Lago, no Alphaville, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Franciele foi encontrada morta na semana passada e o marido foi preso um dia depois, no velório, suspeito do crime

Foto: Reprodução/Instagram Jefferson Nascimento, advogado.

Segundo a defesa de Adair Lago, a equipe da Polícia Civil apreendeu as apólices de seguros, computadores e um troféu que vai passar por perícia para constatar se a marca que possui é sangue. 

Veja o vídeo do troféu que foi apreendido na casa:

A defesa disse que está acompanhando e colaborando com a investigação, para ajudar a polícia a encontrar terceiros que possam estar envolvidos. Isso porque Adair alega ser inocente.

“Com a autorização do próprio Adair, vamos entregar ao delegado senhas de e-mail, de telefone, para que ele tenha acesso mais fácil a todos os eletrônicos e provas que possam ajudar a clarear estes fatos. A versão dele é que ele é inocente, por isso temos que pedir o direito à presunção de inocência. Todos devem ser tidos e considerados inocentes até o trânsito em julgado de uma condenação final”. 

detalhou o advogado Jefferson Nascimento, que representa Adair

Para a polícia, Franciele foi morta dentro de casa e o delegado acredita que o marido agiu sozinho. Adair continua negando o crime e dizendo que não foi ele. 

“Ele diz que não é culpado, que não foi ele que causou a morte da esposa, então nós vamos precisar que as investigações se aprofundem e encontrem o verdadeiro culpado”.

comentou o advogado
Foto: Reprodução/Instagram Jefferson Nascimento, advogado.

Seguro milionário

O casal teria, em conjunto, um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão. A informação está sendo investigada pela Polícia Civil e por isso foi feita a busca e apreensão da apólice. A motivação do crime, inclusive, pode estar relacionada ao seguro ou a uma briga entre ela e o marido, na avaliação da polícia.

Apesar disso, a defesa o suspeito do crime diz que isso, por si só, não significa que ele esteja por trás da morte da esposa.

“A existência simples e pura de uma apólice nunca pode ser uma prova tida como determinante pela prática de um crime, porque aqui neste caso existia a apólice de Franciele para Adair, e foram colhidas hoje, na busca e apreensão, apólice de Adair para Franciele, que também superava um milhão de reais. Logo, se Adair fosse a eventual vítima, iriam suspeitar da esposa Franciele? Por isso a defesa pede atenção e cautela para que não cometam nenhum equívoco para dizer que a motivação de um crime foi simplesmente a existência de uma apólice, ainda mais comummente que pessoas casais contratam apólice no casamento sem intenção nenhuma de matar, mas apenas de assegurar aquele seu parente na sua falta”.

disse o advogado Jefferson Nascimento, que representa Adair
Vídeo: Colaboração/Bora Paraná/Band Paraná.

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