O tapete da casa onde Franciele Gusso Rigoni morava com Adair José Lago, marido e principal suspeito da morte da profissional de relações públicas, foi encontrado queimado com um documento pessoal dele, e outros objetos do casal, em um local de mata na cidade de Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba (RMC), no início da tarde deste sábado (3).

Sobre o achado, o delegado Igor Felipe Moura destacou em entrevista coletiva que se trata de uma “evidência importante” e “prova que ele esteve no local e praticou o crime”.

Franciele Rigoni
Imagens mostram o suposto tapete da casa de Franciele e a peça que foi encontrada queimada em Quatro Barras. Foto: Colaboração/Montagem Banda B

Segundo Moura, o tapete de Franciele Rigoni foi encontrado após a Delegacia do Alto Maracanã fazer um estudo da rota do veículo utilizado no crime a partir do sistema de GPS. O objeto começou a ser procurado após os investigadores sentirem falta dele no imóvel do casal, que fica na região do Alphaville, em Pinhais.

Vendo onde que ele havia parado, foi traçado as possibilidades e onde teria sido dispensado o veículo. A partir daí, começaram a fazer as diligências, encontraram o tapete e o documento do suspeito próximo também. A princípio, parte dele [tapete] se encontra queimado por gasolina ou algum combustível. Acionamos a perícia para preservar a cadeia de custódia desta evidência tão importante.

delegado Igor Felipe Moura.

A polícia acredita que o suspeito, no momento em que tentou dispensar o tapete, também deixou o documento cair. Por esta razão, ganha força a hipótese de que Lago esteve no local.

Questionado se haveriam outras pessoas que pudessem ter ajudado no crime, o delegado reforçou que as provas apontam que se trata de uma ação isolada.

Prova que ele esteve no local, prova que ele praticou o crime. Em princípio, tudo indica que ele fez tudo sozinho e simulou a cena de um roubo para poder escapar das investigações.

delegado Igor Felipe Moura.

Motivação

Moura, no fim, ainda falou sobre a possível motivação para ação criminosa. Duas possibilidades são levantadas pela polícia.

Ou foi em razão de um seguro feito pelo casal, que gira em torno de R$ 1 milhão ou foi passional [possível briga]. Agora será feito a perícia aqui no local e as investigações permanecem em sigilo para não serem atrapalhadas. Quando tudo estiver esclarecido, os detalhes maiores serão repassados.

delegado Igor Felipe Moura.

A polícia trabalha com a hipótese de um feminicídio. O marido foi preso nesta sexta-feira (2) em um cemitério, minutos após o sepultamento de Franciele, e nega qualquer participação no crime.

📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.