A pressa para alcançar um resultado quando o assunto é emagrecimento pode atrapalhar os resultados de quem está focado na dieta e na prática de exercícios físicos. O hábito de subir na balança todos os dias pode causar frustração desnecessária, já que o número apresentado na tela do aparelho nem sempre corresponde à realidade do que aconteceu com o corpo no período.

A nutricionista Stefanie Mangini explica que existe uma conta mais complexa que deve ser feita a partir do número apresentado na balança.
“O corpo é formado por diferentes componentes, como gordura, água e massa muscular e é justamente essa composição que faz diferença no resultado final. É por isso que, cada vez mais, o foco tem deixado de ser apenas ‘quanto eu peso’ para se tornar ‘do que é composto esse peso’”.
Balança pode enganar
Adotar o hábito de subir todos os dias na balança tornou o processo de emagrecimento da promotora de eventos Ana Letícia Silva, mais desafiador. Ela começou a se pesar todos os dias após o primeiro mês de sucesso.
“Fui à primeira consulta no nutricionista, recebi a prescrição da dieta e comecei a fazer tudo bem certinho. No primeiro mês tive bons resultados e então pra manter o controle e garantir que continuaria perdendo peso, comprei uma balança. Este foi meu erro. Quando o peso baixava, tudo dava certo. Mas quando subia, a sensação era de muita frustração”.
A perda de peso envolve diversos fatores tão ou mais relevantes do que o número exibido, nem sempre visíveis de forma imediata, segundo a nutricionista.
“O peso, por si só, oscila com facilidade, influenciado por retenção de líquido, ciclo hormonal, alimentação do dia anterior e até pelo nível de estresse. Quando esse número passa a ditar o humor e a percepção de progresso, o que deveria ser uma jornada de cuidado e construção de saúde se transforma em uma verdadeira montanha-russa emocional”, comenta.
Nesse cenário, a tecnologia, antes restrita a atletas de alta performance, passa a ganhar espaço em academias e clínicas, tornando-se uma aliada importante para quem busca resultados mais consistentes. Ao oferecer dados detalhados sobre o funcionamento do corpo, esses recursos permitem uma leitura mais precisa do progresso, indo além da balança e ajudando a ajustar estratégias de forma individualizada.
Um exemplo são os biscanners corporais, equipamentos mais avançados que as tradicionais balanças de bioimpedância. Enquanto a bioimpedância convencional faz estimativas a partir de uma corrente elétrica simples, os bioscanners utilizam múltiplos pontos de leitura e algoritmos mais sofisticados para mapear a composição corporal de forma segmentada.
“Ter acesso a esse tipo de tecnologia muda completamente a forma como o paciente enxerga a própria evolução” afirma Stefanie.
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Monitoramento do corpo no emagrecimento
Em Curitiba, uma tecnologia desenvolvida na Austrália e já presente em diversos países começa a mudar a rotina dos alunos de uma academia no centro da cidade, que atende cerca de 2 mil pessoas. O equipamento, chamado Evolt 360 Body Scanner, é novidade no Brasil porém, no exterior já é bastante conhecido, sendo usado há anos por organizações como a NFL e o UFC.
Com 35 scâneres no Brasil, e apenas 6 em Curitiba, o equipamento põe ao alcance das mãos de alunos comuns, um nível de informação sobre o corpo que, até pouco tempo atrás, ficava restrito aos atletas de alto rendimento.
“A Evolt é uma novidade que veio para ficar. Hoje, conseguimos mostrar para o paciente, de forma muito clara, o que está acontecendo no corpo dele se ele está, de fato, perdendo gordura, preservando massa muscular, como está o nível de hidratação. Isso muda completamente a percepção de progresso e torna o processo muito mais consciente e saudável”, explica Stefanie.
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