O pole dance, modalidade que combina dança, exercícios de força, flexibilidade, coordenação motora e equilíbrio, tem conquistado cada vez mais adeptos e cuida da autoestima das praticantes. No Paraná, o interesse pelo esporte está em alta. Uma pesquisa realizada em parceria pela Vortex Pole Dancing e pelo estúdio Elô Alcântara (2024) aponta que a prática registrou crescimento de 45% no estado.

Eloize Alcantara com as alunas após mostra dos alunos, com apresentação de pole dance no teatro.
Elô Alcântara com as alunas do estúdio após mostra das alunas. (Foto: Arquivo pessoal)

Pole dance e autoestima

Além dos benefícios físicos, quem pratica pole dance também relata impactos importantes na autoestima e na relação com o próprio corpo. O ambiente das aulas costuma estimular o espírito de equipe e a sensação de pertencimento a um grupo.

Segundo Elô Alcântara, profissional de educação física, especialista em treinamento de força e gestão cultural, as vantagens da prática são inúmeras. 

“Vão além dos resultados físicos como força, flexibilidade e equilíbrio. Estamos falando também de autoestima e a sensação de pertencimento a um grupo, superação de desafios e uma forte sensação de conquista a cada movimento aprendido, desenvolvimento da criatividade e consciência corporal, além de fazer parte de uma ‘comunidade’ incrível.”

O esporte é inclusivo e pode ser praticado por diferentes perfis de pessoas, sempre com muito apoio entre os envolvidos. 

“Existe um senso de comunidade muito forte no pole. É um ambiente de apoio, onde as pessoas celebram as conquistas umas das outras e criam vínculos que vão além das aulas. Criamos laços reais de amizade.”

Modalidades e roupas adequadas

Barbara Bioni, de 32 anos, fundadora da marca de roupas Vortex em apresentação em campeonato de pole dance.
Barbara em apresentação em campeonato de pole dance. (Foto: Arquivo pessoal/ Carlos Poly)

A escolha das roupas também está diretamente ligada à prática do esporte. De acordo com Barbara Bioni, fundadora da Vortex, marca voltada para o pole dance, as peças têm papel importante na segurança durante os movimentos e também contribuem para a autoestima.

“No pole, principalmente nas modalidades acrobáticas, elas demandam atrito da pele com o aço da barra e, por isso, é importante que as roupinhas sejam cavadas, quanto menos roupas melhor e mais seguro para fazer as travas, que envolvem joelho, canela, coxa, axila, costelas e outras partes do corpo”

Ela explica que as diferenças entre as modalidades também influenciam na escolha dos figurinos.

“O pole coreográfico é uma modalidade menos acrobática, que às vezes tem a parada de ombro no chão, cambalhota, rolamentos, mas exige menos essas travas que citamos com a barra de aço, nessas situações é possível usar roupas mais elaboradas, a modelagem dos tops pode ser maior, pode-se usar meias e dar mais liberdade para a criatividade na escolha dos looks.”

Prática para todas as idades

Segundo Elô, o pole dance é uma atividade democrática e adaptável para diferentes idades.

“Tenho alunos alunos desde crianças até pessoas com mais de 60 anos praticando. Cada corpo tem seu tempo de progressão, e o pole dance respeita muito esse processo individual. É claro que é muito importante praticarmos com profissionais capacitados e que tenham uma metodologia bem estruturada e inclusiva.”

Embora a maioria das praticantes ainda seja formada por mulheres, a modalidade tem atraído cada vez mais homens.

“A maioria ainda é de mulheres, mas o número de homens praticando tem crescido bastante”

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