Com a previsão da ocorrência de chuvas acima da média durante o outono no Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforçou o alerta para a prevenção da leptospirose, uma doença grave que pode ser contraída principalmente em situações de alagamentos.

Entre janeiro e março de 2026, foram confirmados 45 casos de leptospirose no Paraná, o que demonstra redução se comparado ao mesmo período do ano passado, que teve 116 registros. O número de notificações também caiu de 575 para 292, assim como os óbitos, que passaram de 10 para um nesse ano.
O que é
A leptospirose é uma zoonose bacteriana transmitida pelo contato com água ou lama contaminada por urina ou fezes de animais infectados, especialmente ratos. Nas áreas urbanas, o risco aumenta em locais com histórico de enchentes, acúmulo de lixo ou drenagem inadequada.
Embora os dados mais recentes indiquem redução nos casos no Paraná, o cenário exige atenção. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, reforça que o cuidado deve ser redobrado nesse período.
“É uma doença que na maioria das vezes está associada à situações do dia a dia, como contato com água de alagamento, trabalho com reciclagem e coleta de lixo, banho em rios e córregos, contato direto ou indireto com roedores, entre outros. A orientação é, sempre que possível, evitar esse tipo de exposição e procurar atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas”.
Como acontece a contaminação de leptospirose
A principal via de contaminação acontece por meio da pele lesionada, pequenos cortes ou arranhões, e mucosa (olhos, nariz e boca), quando as pessoas entram em contato com água ou lama contaminadas pela urina de animais infectados.
A bactéria também pode penetrar em pele íntegra em contato por longos períodos com água contaminada.
Em cenários de enchentes e alagamentos, o perigo é maior. As inundações arrastam o lixo e a sujeira que acabam se misturando com a urina de roedores que vivem em esgotos e bueiros. Para quem precisa caminhar ou entrar em contato com essas águas o risco de infecção é alto, uma vez que a bactéria consegue sobreviver por longos períodos em ambientes úmidos e alagados.
Sintomas
- Febre alta de início súbito
- Dor de cabeça intensa
- Dores musculares
- Dor na panturrilha (batata na perna)
- Falta de apetite e náuseas
Os sintomas da leptospirose geralmente aparecem de 7 a 14 dias após a exposição. O grande perigo é que, inicialmente, ela pode ser confundida com uma gripe comum ou outras doenças, dificultando o diagnóstico precoce.
Em caso de exposição ao risco e a presença de sintomas é essencial buscar atendimento médico imediatamente.
O tratamento é baseado no uso de antibióticos, conforme prescrição médica. A hidratação e o suporte renal são essenciais para os casos mais graves.
Prevenção
- Evitar áreas alagadas em caso de enchentes
- Quando o contato com a água for inevitável, usar botas e luvas de borracha
- Lavar bem as mãos e o corpo com água limpa e sabão após a exposição
- Limpar as áreas contaminadas por inundações com uma solução de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) na proporção de 1 litro para cada 4 litros de água.
- Controlar a proliferação de roedores
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